Deputado Hildécio Meireles denuncia decadência do turismo baiano

Hildécio Meireles: “Atualmente o posto de estado mais visitado passou das nossas mãos para as mãos do Ceará e Pernambuco e já estamos ameaçados pelos estados de Alagoas e Maranhão".

Hildécio Meireles: “Atualmente o posto de estado mais visitado passou das nossas mãos para as mãos do Ceará e Pernambuco e já estamos ameaçados pelos estados de Alagoas e Maranhão”.

O deputado estadual Hildécio Meireles (PMDB) em discurso no plenário da Assembleia Legislativa chamou atenção para o que classifica como decadência do turismo baiano. Segundo Hildécio Meireles, que é presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Casa e oriundo de região turística: a Costa do Dendê,  a Bahia que já obteve o maior fluxo turístico do Brasil, perde cada vez mais espaço, com possibilidade de colapso por conta do descaso do poder público.

“Atualmente o posto de estado mais visitado passou das nossas mãos para as mãos do Ceará e Pernambuco e já estamos ameaçados pelos estados de Alagoas e Maranhão, o que deixa claro que se o governo do Estado insistir nessa política de baixo investimento no setor, em breve deixaremos de ser a potência turística que sempre diferenciou a Bahia”.  Mais além, o deputado  denuncia ainda que apenas 0,4% do orçamento do Estado está previsto para ser investido e já sofreu um contingenciamento de cerca de 9% desse valor.

Exemplificando, o parlamentar  lembrou que o Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães foi considerado o segundo pior do Brasil entre os 15 aeroportos mais movimentados no país, segundo a Secretaria de Aviação Civil do governo federal e citou o caos instalado no sistema Ferry-boat, cujo médio de espera em dias normais passa de quatro horas e as condições das embarcações são lastimáveis.

Por fim pontuou que o turismo de negócios na Bahia está totalmente paralisado. “Basta relembrar a indefinição do atual governo em relação ao Centro de Convenções, que após quase um ano depois do fechamento possui futuro indefinido.  “É lamentável que o paralise um equipamento capaz de abrigar um Congresso de qualquer nível e até agora ainda não sabe se vai reformar, derrubar e construir um novo, se vai manter naquele local ou se vai transferir para outro local da cidade”, concluiu, conclamando que a Secretaria Estadual de Turismo aponte respostas não apenas para os baianos. “Mas também para os milhares de turistas que aqui desembarcam”.

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