Cessão de imóveis do Governo da Bahia amplia ações do Projeto Axé

Novas ações do Projeto Axé no centro histórico de Salvador ocuparão espaços cedidos pelo Governo do Estado através do IPAC.

Novas ações do Projeto Axé no centro histórico de Salvador ocuparão espaços cedidos pelo Governo do Estado através do IPAC.

Funcionando em uma sede que reúne três imóveis no Pelourinho, o Projeto Axé vai ampliar suas ações. Uma parceria com o Governo do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), vai conceder um imóvel no Centro Antigo para abrigar dois novos projetos da organização não-governamental, que atende cerca de 1,2 mil pessoas mensalmente e promove o resgate social de jovens baianos através da arte-educação.

O Projeto Axé já dispõe de orçamento para a reforma do espaço cedido pelo Ipac. A parceria é mais uma forma de colocar em prática o objetivo do órgão de ocupar e promover a utilização do Centro Histórico de Salvador. De acordo com o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, a ideia é levar “uma dinâmica um pouco mais humana de ocupação dos espaços, principalmente com a questão social através da cultura e da arte, como faz o Projeto Axé”.

Entre os locais que estão sendo estudados para abrigar a iniciativa, o mais cotado fica na região da Baixa dos Sapateiros, aos pés de onde hoje funciona o Lar Franciscano Santa Isabel. É um conjunto de imóveis que, quando recuperados, se transformarão em um amplo espaço para acolher as atividades artísticas e culturais do projeto, além de criar um fluxo de pessoas em uma região tipicamente comercial da capital baiana.

Resgate pela arte

Para o fundador e presidente do Projeto Axé, o ítalo-brasileiro Cesare de La Rocca, parceiros como o Governo do Estado tornam as ações do projeto possíveis. “É fundamental a parceria que mantemos com o Governo. Precisamos desse suporte para atingir o nosso objetivo, que é o de acolher aquelas crianças que já perderam o vínculo familiar, com as escolas e outras as instituições, as que fizeram das ruas e praças da cidade a moradia”, explica La Rocca.

O Projeto Axé desenvolve trabalho com crianças em situação de vulnerabilidade social há 25 anos em Salvador. “Nós estimulamos as características fundamentais da infância através da estética, da arte, da beleza. Para quem viveu na rua, ter um contato com a beleza significa ter uma experiência única que transforma o jovem em fruidor e produtor da arte ao mesmo tempo. Essa é a nova arma pedagógica, a arte-educação”, acrescenta.

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