Após suposta delação do senador Delcídio do Amaral, presidente Dilma Rousseff convoca reunião com José Eduardo Cardozo e Jaques Wagner

Ministro Jaques Wagner, presidente Dilma Rousseff e advogado-geral da União José Eduardo Cardozo discutem suposta deleção do senador Delcídio do Amaral.

Ministro Jaques Wagner, presidente Dilma Rousseff e advogado-geral da União José Eduardo Cardozo discutem suposta deleção do senador Delcídio do Amaral.

A presidenta Dilma Rousseff está reunida com o recém-empossado ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, e com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, Jaques Wagner. A reunião não constava da agenda oficial da presidenta e foi convocada após divulgação da notícia de que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) teria firmado um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a revista Isto É, o senador teria firmado um acordo de delação premiada com a equipe que investiga a Operação Lava Jato e, nos depoimentos, Delcídio do Amaral teria dito que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.Após a cerimônia de posse na manhã de hoje (03/03/2016), no Palácio do Planalto, Cardozo disse, momentos após assumir o cargo de advogado-geral da União, que o senador Delcídio “não tem nenhuma credibilidade” para fazer qualquer acusação, caso sejam confirmadas informações de que ele tenha feito acordo de delação premiada.

“Vamos ser francos. Em primeiro lugar, não sei se há realmente uma delação premiada. Se houver, o senador Delcídio, com quem sempre tive excelentes relações, não tem primado por dizer a verdade”, disse Cardozo.

Ele deixou o comando do Ministério da Justiça e assumiu a AGU. “Sinceramente, independentemente do que foi dito, o senador Delcídio, depois de todos os episódios, não tem nenhuma credibilidade para fazer nenhuma afirmação”, acrescentou.

Delcídio do Amaral foi preso pela Operação Lava Jato, após apresentação de uma gravação em que ele oferece R$ 50 mil por mês e um plano de fuga ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, para que Cerveró não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público. O senador ficou preso por mais de 80 dias. No dia 19 de fevereiro, o senador passou, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, a cumprir o recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga da atividade de senador.

*Com informação da Agência Brasil.

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