Advogado Cristiano Zanin Martins diz que Rede Globo de Televisão não faz cobertura isenta e tenta confundir opinião pública

“Além disso, o e-mail exibido na reportagem é da GLOBONEWS - canal fechado que não se confunde com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO”, critica advogado Cristiano Zanin Martins.

“Além disso, o e-mail exibido na reportagem é da GLOBONEWS – canal fechado que não se confunde com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO”, critica advogado Cristiano Zanin Martins.

Em nota divulgada no domingo (13/03/2016), Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, critica duramente a Rede Globo de Televisão. Ele acusa a empresa de confundir a opinião pública, explicando:

– O pedido de resposta tampouco é um atentado contra a emissora ou os seus jornalistas, como foi indevidamente apresentado. Mas meio previsto em lei (Lei nº 13.188/2015), com respaldo na Constituição Federal (CF/88, art. 5º, V) para que qualquer cidadão que se sinta ofendido por uma reportagem possa emitir o seu posicionamento ou, ainda, pedir a retificação.

Confira o teor da Nota de Esclarecimento

A Rede Globo de Televisão, em sua edição de ontem [12/03] do JN, contrapôs argumentos distintos para dar veracidade à tese da improcedência do pedido de resposta formulado pelos advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 11/03/2016. Além disso, o e-mail exibido na reportagem é da GLOBONEWS – canal fechado que não se confunde com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO.

O pedido de resposta tampouco é um atentado contra a emissora ou os seus jornalistas, como foi indevidamente apresentado. Mas meio previsto em lei (Lei nº 13.188/2015), com respaldo na Constituição Federal (CF/88, art. 5º, V) para que qualquer cidadão que se sinta ofendido por uma reportagem possa emitir o seu posicionamento ou, ainda, pedir a retificação.

A GLOBO, de fato, procurou a assessoria da defesa, mas indagando outros pontos que não aqueles alvo dos questionamento dos advogados. O contato realizado fazia referência exclusivamente aos fundamentos do pedido de prisão preventiva apresentado pelo MP/SP. Sobre esse tema versou a nota encaminhada pela assessoria à emissora, que foi objeto de outra reportagem do JN na mesma data. Não à denúncia e tampouco à “teoria da cegueira deliberada”, que foi usada pela Globo para comparar Lula a um traficante de drogas. Essa a questão real levantada pelos advogados.

O pedido de resposta apresentado está baseado exatamente no fato de que a emissora usou de recursos televisivos para conferir credibilidade a uma denúncia frágil apresentada por três promotores de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A GLOBO não  fez uma cobertura isenta. Uma reportagem de 9 minutos nos moldes acima sobre uma denúncia que neste momento está sendo apreciada pela Justiça desequilibra a relação processual, configurando publicidade opressiva, potencializando indevidamente a acusação estatal.

Cristiano Zanin Martins

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