Secretário de Planejamento contesta informações do engenheiro Danilo Ferreira, sobre processo de drenagem do sistema BRT de Feira de Santana

Publição na página do Facebook do engeneheiro Danilo Ferreira apresenta crítica a obra do BRT de Feira de Santana.

Publição na página do Facebook do engeneheiro Danilo Ferreira apresenta crítica a obra do BRT de Feira de Santana.

O engenheiro Danilo Ferreira levantou a tese de que o sistema de drenagem da trincheira, entre os cruzamentos das avenidas Getúlio Vargas e Maria Quitéria, equipamento projetado como parte do BRT de Feira de Santana, possui grave deficiência no que tange o sistema de drenagem.

Em vários momentos, o engenheiro informou ao Jornal Grande Bahia (JGB) que o sistema projetado era inadequado para obra, e que bombas teriam que ser utilizadas de forma permanente, em decorrência do elevado nível da lâmina d’agua do lençol freático.

O tema abordado pelo engenheiro era muito interessante, mas, ao analisar o perfil da empresa executora da obra, Via Engenharia S/A, observou-se que sistemas mais complexos foram construídos em diferentes cidades do país, e que a empresa detém o conhecimento técnico necessário para executar o serviço.

Observando esse aspecto do debate, o JGB optou por não divulgar a tese do engenheiro como algo que merecesse respaldo da comunidade. O jornal pautou-se pelo princípio da prudência na divulgação de críticas. Insistindo na tese, Danilo Ferreira buscou outros veículos de comunicação com a finalidade de publicizar a tese do problema com o sistema de drenagem.

Secretário contesta

Objetivando esclarecer os fatos, na terça-feira (23/02/2015), o JGB questionou o secretário de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Brito, sobre o fato da trincheira ter que utilizar sistema de bombeamento permanente.

Carlos Brito explicou que nessa fase da obra é necessário o uso de sistema de bombeamento para rebaixamento do lençol freático, e que, após conclusão da obra, um sistema de drenagem mecânica, sem uso de bombas, manterá o lençol freático rebaixado de maneira segura.

O secretário afirmou que mesmo que um sistema de bombas fosse necessário, com a finalidade de manter o rebaixamento do lençol freático, isso não seria um problema. Observando que sistemas com bombas funcionam em várias obras, em diferentes cidades.

Concluindo a entrevista, Carlos Brito declarou que uma série de estudos e normas técnicas foram aplicadas no sentido de garantir a qualidade, segurança e durabilidade da obra.

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.