Réu confesso no caso Lava Jato, presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo regressa ao regime prisional fechado

Empresário Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez.

Empresário Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez.

Reportagem de Ricardo Brant e Fausto Macedo publicada na quarta-feira (10/02/2016) no jornal Estadão informa sobre a mudança para o regime prisional fechado do executivo Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez.

Otávio Azevedo cumpria pena em regime domiciliar, com uso de tornozeleira. A prisão foi decorrente de confissão de crime no âmbito do caso Lava Jato. Mas, novas evidências apontaram para envolvimento do executivo em esquema de corrupção envolvendo a Eletronuclear, o que conduziu o juiz federal do Rio de Janeiro Marcelo Bretas a considera que tem de se pronunciar sobre regime domiciliar com tornozeleira eletrônica. O empreiteiro estava submetido ao regime domiciliar desde sexta-feira (05/02/2016), por decisão do juiz federal do Paraná Sérgio Moro.

Confira o teor da matéria ‘PF prende em São Paulo Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez’

O empreiteiro Otávio Marques de Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez, voltou para a prisão em regime fechado. Por ordem do juiz federal do Rio Marcelo Bretas, a Polícia Federal prendeu o executivo nesta quarta-feira, 10, às 17 horas em sua residência em São Paulo.

O juiz considerou que deveria ter se pronunciado acerca da prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica a que Azevedo estava submetido desde sexta-feira, 5, por decisão de um colega dele, o juiz federal da Operação Lava Jato Sérgio Moro.

Por ter fechado acordo de delação premiada, o executivo da Andrade Gutierrez obteve a domiciliar.

Contra Otávio Marques de Azevedo, porém, pesam duas ordens de prisão. Uma em Curitiba, base da Lava Jato, e outra no Rio de Janeiro.

Em Curitiba, sob responsabilidade de Sérgio Moro, corre ação sobre esquema de propinas na Petrobrás.

No Rio, sob responsabilidade do juiz Marcelo Bretas, tramita ação sobre esquema de propinas na Eletronuclear envolvendo seu ex-presidente, o almirante Othon Pinheiro, em propinas na construção da usina Angra 3.

A delação premiada de Otávio Azevedo foi firmada no âmbito da Lava Jato em Curitiba, onde o juiz Moro autorizou a remoção do empreiteiro para o regime domiciliar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, na sexta, 5.

Azevedo foi preso pela primeira vez no dia 19 de junho de 2015, na Operação Erga Omnes, desdobramento da Lava Jato que pegou os maiores empreiteiros do País – no mesmo dia, a Lava Jato capturou Marcelo Odebrecht.

O juiz federal do Rio, no entanto, considerou que tem que se pronunciar sobre a medida porque contra Otávio Azevedo há mandado de prisão nos autos sob sua guarda.

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br