Pedido de prisão de João Santana não tem relação com PT, diz Rui Falcão

Rui Falcão voltou a afirmar que todas as doações recebidas pela sigla foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

Rui Falcão voltou a afirmar que todas as doações recebidas pela sigla foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

O presidente do PT, Rui Falcão, disse hoje (22/0/2016) que o pedido de prisão temporária do publicitário João Santana não tem relação com o partido. Santana foi coordenador das campanhas eleitorais da presidenta Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, e da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

O presidente do PT, Rui Falcão, participa de reunião com a bancada do partido, para indicar nome para disputar a presidência da Câmara Federal.

Santana e a mulher dele, Mônica Moura, tiveram as prisões temporárias decretadas na nova fase da Lava Jato, deflagrada hoje (22). A nova etapa investiga a relação de João Santana com a empresa Odebrecht, que também é alvo das investigações e que teria feito repasses financeiros ao publicitário no exterior. Santana e Mônica estão na República Dominicana e, por isso, ainda não foram detidos. Em entrevista na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, o delegado Filipe Pace disse que a suspeita é que os pagamentos “vieram de serviços eleitorais prestados ao PT”.

Rui Falcão voltou a afirmar que todas as doações recebidas pela sigla foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

“[A operação] não diz nada em relação ao PT”, respondeu Falcão ao ser perguntado sobre o pedido de prisão expedido contra João Santana. “Não posso falar pelo João Santana. Digo que todas as nossas doações de campanha são feitas legalmente, através de transações bancárias e a Justiça Eleitoral recebeu todas as nossas doações, que foram muito semelhantes em valores de doadores às campanhas do PSDB”, acrescentou o presidente do PT, após apresenta à imprensa o programa partidário que será veiculado amanhã (23) em cadeia nacional de TV.

O presidente do PT disse ainda que o partido não tem marqueteiro e que apenas “contrata as pessoas para fazer os programas”. Sobre as acusações a João Santana, Falcão disse que “quem acusa tem que provar”.

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Redação
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