Feira de Santana: Hospital Estadual da Criança realiza tratamento em pacientes com anemia falciforme

Vista aérea do Hospital Estadual da Criança, localizado em Feira de SantanaVista aérea do Hospital Estadual da Criança. Hospital fica em Feira de Santana.

Vista aérea do Hospital Estadual da Criança, localizado em Feira de SantanaVista aérea do Hospital Estadual da Criança. Hospital fica em Feira de Santana.

O Hospital Estadual da Criança (HEC) / Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) recebe, mensalmente, vários pacientes que realizam tratamento contra a anemia falciforme, doença genética que atinge os glóbulos vermelhos e causa alterações no formato dos mesmos, deixando-os em forma de foice e, consequentemente, dificultando a circulação do sangue.

Esta doença é descoberta, geralmente, no teste do pezinho (triagem neonatal) e também através de um exame chamado eletroforese de hemoglobina. Dores ósseas são os sintomas mais frequentes, assim como sequestro esplênico (sangue no baço), derrames cerebrais, piora da anemia e infecções – que são mais graves em crianças portadoras da doença.

Jorge de Souza da Conceição, pai do paciente de iniciais J.S.P., 7 anos, conta que há cerca de um ano visita o HEC uma vez por mês para que seu filho receba a transfusão programada contra a doença. A criança é um dos 14 pacientes que encontram-se em regime de transfusão programada mensal.

“A anemia falciforme foi descoberta em meu filho através do teste do pezinho. Até cerca de um ano atrás tínhamos que ir para Salvador para realizar o tratamento e o gasto era muito grande. Agora é muito melhor! Toda vez que chegamos aqui no HEC somos bem tratados pelos profissionais. Não tenho o que falar de negativo desse hospital”, conta Jorge de Souza.

Cuidado profilático – O hematologista Ricardo José Leite Borges, coordenador da Agência Transfusional do HEC, afirma que não existe tratamento curativo para a anemia falciforme até o momento. “Faz-se necessário, portanto, que a criança tenha um acompanhamento com pediatra e hematologista pediátrico, pois a chance de sobrevida é maior. Os casos exigem um cuidado profilático, através da aplicação de vacinas, uso do ácido fólico e penicilina, bem como a realização de exames”, explica.

O hematologista acrescenta: “Porém, há casos específicos que necessitam de transfusão sanguínea. Daí a importância das pessoas se mobilizarem e irem fazer doações de sangue, a fim de ajudar não só estas crianças que necessitam de transfusão, como também os pacientes que possuem outras patologias”.

O Hospital Estadual da Criança (HEC) tem parceria com a Unidade de Coleta da Fundação de Hematologia da Bahia (Hemoba), no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), a qual funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

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