Escrivães e Investigadores da Polícia Civil da Bahia promovem plenária unificada para reivindicar ‘salário de nível superior’

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC) informa que cerca de 3.800 investigadores e 1.020 escrivães trabalhando na Polícia Civil.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC) informa que cerca de 3.800 investigadores e 1.020 escrivães trabalhando na Polícia Civil.

Na manhã desta sexta-feira (26/02/2016), os Escrivães e Investigadores da Polícia Civil do Estado da Bahia irão realizar  uma Plenária Unificada com o intuito de organizar e apontar as diretrizes da Campanha “ Pelo Salário de Nível Superior”, das 9hs às 12hs, na sede da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia( AFPEB), localizada na Carlos Gomes, centro da capital baiana. O evento vai contar com a participação de  escrivães e Investigadores de  Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Salvador,  Região Metropolitana e diversos municípios baianos.  A categoria não reconhece o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC)  como representante das lutas e pautas  reivindicadas.

O Investigador kleber Rosa destaca que o objetivo da Plenária é organizar a Campanha   envolvendo a categoria em  atividades lúdicas, humanitárias, realização de manifestações e atos políticos com o intuito de sensibilizar o Governo e a sociedade à necessidade de valorização dos investigadores  e escrivães .

A Lei Orgânica da Policia Civil do Estado da Bahia  ( nº 11.370/2009 )modificou a natureza da função dos escrivães e investigadores que, anteriormente, era considerada como carreira de nível médio e passou a ser classificada como técnico-científico de nível superior. Essa alteração da lei, entretanto,  não foi acompanhada por uma mudança no enquadramento da tabela  salarial. Inclusive, no último concurso público realizado em 2013, já foi exigido a escolaridade de nível superior completo aos candidatos.

O Deputado Estadual Marcelino Galo (PT-BA), atual Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, elaborou um projeto no qual reivindica a inserção dos Escrivães e Investigadores  na faixa salarial equivalente à exigência  de escolaridade que consta na lei Orgânica do Estado e fez a indicação do projeto ao Governador Rui Costa. “   A finalidade da Plenária é discutirmos quais estratégias vamos utilizar para pressionarmos o Governador a encaminhar o  projeto à Assembleia Legislativa para que seja ser votado pelos deputados estaduais e depois sancionado pelo Governo baiano” , salientou o investigador Ary do SINDIPOL, um dos Coordenadores da campanha.

De acordo com Ary do SINDPOL, temos hoje uma discriminação funcional na Policia Civil do Estado. O Coordenador enfatiza que a Lei Orgânica da Polícia Civil exige formação em nível superior, em qualquer área,  para ser Perito Criminal, escrivão e Investigador.  ” Os peritos, atualmente, recebem 70% dos proventos dos Delegados e nós recebemos menos de 30%.  Os Peritos Criminais  recebem o salário inicial de R$ 6.708,69. Enquanto isso, nós Investigadores e Escrivães  recebemos apenas um salário inicial de R$ 2.665,91″, explica.

“Esse abismo salarial existente entre os Peritos  e os Investigadores e Escrivães é inaceitável porque provoca desequilíbrio institucional na relação profissional e compromete profundamente a eficiência do trabalho  policial. O Governo do Estado tem que entender que o nosso trabalho de Policia Investigativa é a base de sustentação da Policia Judiciária.”, frisa a liderança Ary do SINDPOL.

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Redação
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