Em defesa do impeachment, deputado federal Antonio Imbassahy estreia como líder do PSDB

País não suporta mais três anos de Dilma à frente do Planalto, diz deputado federal Antonio Imbassahy.

País não suporta mais três anos de Dilma à frente do Planalto, diz deputado federal Antonio Imbassahy.

Novo líder do PSDB na Câmara, o deputado federal Antonio Imbassahy (BA) afirmou nesta terça-feira (02/02/2016) que, neste início dos trabalhos legislativos, o partido continuará a defender enfaticamente o afastamento da presidente Dilma. “Tenho a absoluta convicção de que não dá para o país conviver por mais três anos com uma presidente que mentiu durante a campanha, usou dinheiro público em benefício de sua eleição e arruinou a economia brasileira, trazendo de volta a inflação e a tragédia do desemprego. Ela não tem credibilidade e condições para recuperar o país”, avaliou em entrevista à rádio Jovem Pan.

Eleito em dezembro para substituir Carlos Sampaio (SP) a partir de hoje, o tucano lembrou que Dilma pode ser afastada via impeachment ou pelo Tribunal Superior Eleitoral, que analisa ações impetradas pelo PSDB apontando abuso de poder político e econômico na campanha petista de 2014. Segundo ele, a decisão do STF de modificar o rito do impeachment estabelecido pela Câmara dificultou um desfecho favorável do processo, mas de forma alguma reduziu o empenho na luta pela saída de Dilma, que ocorreria com absoluto respeito à Constituição.

Questionado sobre a intenção de Dilma de ressuscitar a CPMF, Imbassahy avisou que os tucanos votarão contra a criação de qualquer novo imposto. “A bancada do PSDB não vai votar a favor de nenhum tributo novo, porque seria até uma falta de respeito com a população tirar mais dinheiro do bolso do contribuinte para dar para essa organização criminosa que arruinou o país”, analisou.  A expectativa do parlamentar é da que proposta de recriação do “imposto do cheque” não vai passar no Congresso, até porque é frágil situação política da petista.

Nesta retomada dos trabalhos parlamentares, Imbassahy disse que os deputados estão voltando de suas bases após o recesso trazendo informações desalentadoras. “O que ouço dos parlamentares é que a situação é muito difícil, chegando ao nível do desespero para muitas pessoas, com retorno da inflação e ameaça do crescimento galopante do desemprego”, destacou. Para ele, a má situação da economia terá grande influência no impulsionamento do processo de impeachment. O parlamentar ressaltou, por mais de uma vez, que Lula, Dilma e o PT destruíram a economia brasileira.

Em relação à situação do presidente da Câmara,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o líder disse que o peemedebista deveria se afastar em virtude das acusações que pesam contra ele. O tucano criticou a intenção de Cunha de frear a instalação das comissões temáticas na Casa sob a alegação de que é necessário o STF esclarecer dúvidas sobre o rito do impeachment. “Vamos nos reunir com outros líderes da oposição para tomar posições e não permitir que nada impeça o seguimento célere do impeachment e o próprio afastamento de Cunha”, assegurou.

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