Deputado diz que cortes do governo da Bahia vão prejudicar serviços essenciais

Deputado Pablo Barrozo questiona corte em serviços essenciais.

Deputado Pablo Barrozo questiona corte em serviços essenciais.

O corte orçamentário de R$1 bilhão anunciado hoje (19/02/2016) pelo governador Rui Costa em publicação no Diário Oficial da Bahia vai prejudicar os serviços essenciais prestados pelo estado, principalmente na área da segurança pública. A avaliação do vice-líder da minoria na Assembleia Legislativa, deputado Pablo Barrozo (DEM). Ele revelou que a queda nos investimentos em segurança caiu bastante em 2015 em comparação a 2014, e que o corte deverá afetar as policiais e a área de inteligência. Além disso, os recursos destinados à educação e saúde, que caíram no mesmo período, também serão afetados.

Segundo o acompanhamento orçamentário feito pela oposição, o estado investiu apenas R$89,1 milhões em segurança em 2015, contra R$282,5 milhões em 2014. Além disso, o governo aplicou um valor bem abaixo no setor do que o previsto no orçamento para todo o ano, que era de cerca de R$4 bilhões. O corte anunciado hoje pelo governador vai atingir também a área de custeio, no montante de R$147 milhões apenas na Secretaria de Segurança Pública.

“Entendemos que é um momento de crise. Mas entendemos também que esta é uma gestão de continuidade, e que o governo do PT não fez o dever de casa, como procurou fazer, por exemplo, a prefeitura de Salvador, que consegue investir mais nas áreas essenciais mesmo com o momento difícil na economia. O governador Rui Costa deveria cortar mais na própria carne, diminuindo os cargos comissionados, extinguindo secretarias que servem apenas para empregar aliados políticos, e preservando a segurança, a saúde e a educação”, afirmou Pablo Barrozo.

O democrata afirmou que os repasses para saúde e educação também caíram bastante entre 2014 e 2015. Na educação, a queda nos investimentos foi de R$147,2 milhões para R$67 milhões, ou seja, 54,4%. Na saúde, foi de R$142,4 milhões para R$85,9 milhões, ou seja, 39,6%. “Todos os gestores estão buscando contingenciar, mas fazendo o dever de casa. É preciso preservar as áreas essenciais para que a população não seja tão penalizada. Esperamos, ao menos, que os cortes preservem os investimentos”, ressaltou Pablo Barrozo.

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Redação
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