APLB Feira de Santana emite nota de repúdio e diz que a entidade e membros do corpo diretivo foram vítimas de ataque

APLB Feira de Santana emite nota de repúdio.

APLB Feira de Santana emite nota de repúdio.

A diretoria da APLB Feira de Santana (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) emitiu nota, hoje (12/02/2016), em repúdio a ações e discursos contra a entidade e membros do corpo diretivo.

Confira a ‘Nota de repúdio’

Nos últimos dias, o município de Feira de Santana foi palco de um cenário muito hostil. Vimos, através de alguns noticiários locais, o tratamento agressivo que costuma ser dado às mulheres dessa cidade, apelidada carinhosamente de “Princesinha do Sertão”.

O estopim para mais uma agressão contra a mulher foi o manifesto dos professores (as) da rede municipal de Feira de Santana. Estes fizeram valer a soberania da assembleia do dia 26/11/15 e se negaram a legitimar o espaço da Jornada Pedagógica municipal, devido ao não cumprimento da Lei 11.738 por parte do Governo que, desde 2008, garante a reserva de 1/3 da carga horária para professores (as) planejarem suas atividades. Diante disso, o Blog do Velame veiculou informações ofendendo a imagem do movimento na figura da diretora (Marlede Oliveira), do sindicato composto majoritariamente pelo público feminino.

Assim, a assembleia do dia 03/02/16 decidiu, por unanimidade, publicizar uma nota de repúdio às ofensas sofridas pela diretoria sindical. A APLB-Feira também entende que o episódio se tratou de um insulto a todas as mulheres professoras que vivenciam e constroem o dia a dia desta cidade.

Nós, mulheres, professoras da rede municipal, não podemos admitir que nossa luta seja menosprezada pelo quarto poder, nem que se torne arena de holofotes sensacionalistas que não compreendem que lutar pela reserva de 1/3 da carga horária é propor melhoria na qualidade de vida das professoras que permanecem em várias jornadas de trabalho.

Reserva para nós, senhores, significa garantir uma escola pública de qualidade aos filhos da classe trabalhadora e a todos que dependam do ensino público. Talvez, se os filhos do protagonista de toda essa repercussão estudassem nas escolas públicas da rede municipal, suas posturas poderiam ser diferentes.

Vimos interesses pessoais e políticos se sobreporem aos interesses coletivos dos trabalhadores da educação e dos filhos dos trabalhadores que ajudam na construção desta cidade.  Ratificamos a legitimidade do movimento e repudiamos todas as formas de: machismo, sexismo e misoginia. Todo poder às bravas mulheres guerreiras desta cidade princesa!

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