Saúde: citronela ajuda a afastar o mosquito Aedes Aegypti

Citronela.

Citronela.

Conhecida popularmente por seu efeito repelente de mosquitos e borrachudos, a citronela, conhecida cientificamente como Cymbopogon nardus (L.) Rendle, é facilmente encontrada em mercados, farmácias e lojas esportivas. A planta, com aspecto de capim, pode ajudar no combate ao mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, febre chikungunya, do vírus Zica e da Síndrome de Guillain-Barré.

Com cheiro semelhante ao do Eucalipto, a citronela possui mais de 80 componentes, entre eles o aldeído citronelal e o geraniol, responsáveis por seu odor característico. “Existem estudos indicando sua capacidade de espantar tanto esse inseto como também moscas e pernilongos”, afirma a professora do curso de Ciências Biológicas da Unime, Bárbara Rosemar Nascimento.

A citronela pode ser encontrada facilmente no mercado na versão de óleo para o corpo, essências, loções e sprays, velas, incensos aromatizadores de ambiente ou difusores elétricos. A especialista reforça a necessidade da consulta no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para se certificar de que os produtos estão regularizados.

Mesmo com o poder repelente da planta, a professora alerta que os cuidados com o Aedes aegypti devem ser rotineiros e contínuos, pois o mosquito se desenvolve na água em até cinco dias. “A Citronela não o mata. Por este motivo, é importante manter as regras básicas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, lembrando que os ovos do mosquito podem sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco, pois em contato com a água, os ovos eclodem e liberam as larvas em poucos minutos”, reforça Bárbara.

A bióloga indica também alguns cuidados básicos no combate ao mosquito, como manter recipientes (caixas d’água, barris, tonéis, tambores, tanques e cisternas) devidamente fechados, garrafas vazias sempre viradas com a boca para baixo, vasos de plantas sem água acumulada, manter pneus e piscina cobertos, limpar as vasilhas e trocar a água dos animais diariamente, manter as calhas sempre limpas e lixeiras bem fechadas.

Estatísticas

Somente em 2015, a Bahia registrou mais de 75,5 mil casos suspeitos de dengue, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificações (SINAN), que é gerenciado pelo Ministério da Saúde. No ano anterior, foram registradas 24,6 mil suspeitas da doença no estado. Destes, 17.457 foram classificados como dengue, 42 como dengue com sinais de alarme, 32 como dengue grave e 21.372 foram descartados. O primeiro semestre é mais propício ao desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, devido às altas temperaturas e chuvas.

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