Membros do PSOL e da população de Itaguaçu denunciam indícios de desvio de verbas da educação e da saúde do município

População de Itaguaçu denunciam indícios de desvio de verba da Educação e Saúde.

População de Itaguaçu denuncia indícios de desvio de verba da Educação e Saúde.

O município de Itaguaçu, localizado a  476 km da capital baiana, realizou uma manifestação popular promovida pelo PSOL, com a finalidade de denunciar indícios de desvio da verba pública recebida pela prefeitura. Segundo a assessoria de comunicação do PSOL, a população, insatisfeita com a atual administração do prefeito Adão Alves de Carvalho Filho (Adãozinho, PSD), foi às ruas clamar por saúde, educação, urbanização, valorização dos servidores municipais, comunidade LGBTS e por todos os direitos que estão sendo violados.

O movimento solicita a intervenção da Polícia Federal, Ministério Público e os demais órgãos competentes para que  possam investigar as contas e licitações da Prefeitura. A manifestação ocorreu na tarde deste domingo (24/01/2016).

Durante a manifestação, a população cobrou uma resposta da gestão municipal sobre a aplicação das verbas oriundas dos Governos Estadual e Federal. Segundo informações fornecidas pela prefeitura, em 2014,  o município teve uma despesa de quase R$ 12 milhões que foram injetados  na educação e quase R$ 4 milhões investidos na  saúde.  A população questiona se, realmente, houve esse investimento da Prefeitura nessas áreas  devido ao quadro de miserabilidade social e abandono das escolas e postos de saúde.

“Para que se possa mensurar o estado crítico em que se encontra nossa cidade, algumas escolas estão sendo obrigadas a reduzir o horário de funcionamento por falta de merenda escolar. As escolas estão totalmente sucateadas, sem  banheiros”, destacou uma liderança local que preferiu não ser identificada.

De acordo com populares que participaram da marcha,  algumas escolas estão sendo obrigadas a reduzir o  horário de funcionamento por falta de merenda escolar e a  cidade está cheia de obras inacabadas . Os manifestantes  citaram,  como exemplo, umas das ruas mais antigas do município, a Rua José Búzio de Carvalho, que há muitos anos iniciaram as obras de pavimentação e, até o momento, não foram concluídas. Outros casos lembrados pelos moradores foram o Mercado Municipal que está em obras há quase dois anos e a creche que há anos passa por processo de construção e ainda encontra-se  inacabada.

O Presidente Estadual do PSOL na Bahia, Ronaldo Santos, frisou que o Município recebeu repasse do Governo Federal de quase R$ 2 milhões para manutenção e conservação das estradas vicinais (ou de chão, como são popularmente conhecidas), os quais tiveram fim indefinido. “Em todas as estradas vicinais só existem enormes buracos que dificultam e, em alguns casos, impedem o acesso aos distritos”, enfatizou.

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