Presidente Dilma Rousseff afirma que equilíbrio fiscal é essencial para reduzir inflação e que aprovar a CPMF é questão de saúde pública

Presidenta Dilma Rousseff durante café da manhã oferecido aos jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.

Presidenta Dilma Rousseff durante café da manhã oferecido aos jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (07/01/2016), em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que o equilíbrio fiscal é essencial para reduzir a inflação. O objetivo do governo é trazer a inflação “o mais rápido possível” para o centro da meta de 4,5%. “Com o equilíbrio fiscal, é possível garantir o superávit de 0,5% [do Produto Interno Bruto (PIB)] e criar condições para trazer a inflação para o centro da meta”. O superávit primário é a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública.

Segundo a presidenta, questões de política interna, como a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), são mais importantes que a discussão sobre o impeachment aberto contra ela na Câmara dos Deputados. “O Brasil não pode parar [por causa do processo]”.

Dilma afirmou que é preciso desmentir “um mito”: de que a carga tributária no país vem crescendo. “Pelo contrário, está em 33,4%. Considerando só os impostos federais, cai para 22% e se desse valor for retirado o que vai para Previdência, Sistema S e FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], o montante vai ao que era a carga tributária em 2002”.

A presidenta espera que este ano seja melhor que 2015 e destacou que vai se esforçar para retomar o crescimento e garantir a estabilidade econômica.

CPMF

A presidenta Dilma Rousseff disse que a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é questão de “saúde pública”.

“Não é questão só de reequilíbrio fiscal, mas também é questão de saúde pública. Aprovar a CPMF pode ajudar a resolver o problema da saúde pública no país”, afirmou.

A presidenta também comentou que o país precisará de reformas, como a administrativa e a da Previdência. “O Brasil vai ter que encarar a reforma da Previdência”, disse.

Perguntada sobre denúncias de corrupção em seu governo, ela disse que foi “virada do avesso”. “Podem continuar me virando do avesso. Não paira sobre mim nenhum embaçamento”.

Dilma também afirmou que sua relação com o vice-presidente Michel Temer está “ótima”.

Segundo neto da presidenta Dilma Rousseff nasce em Porto Alegre

O segundo neto da presidenta Dilma Rousseff nasceu hoje (7) de manhã em Porto Alegre. Guilherme nasceu com 51 centímetros e 3,940 quilos. O primeiro neto, Gabriel, tem 4 anos.

Após o primeiro café da manhã do ano com jornalistas, Dilma embarca para a capital gaúcha. Os jornalistas estão reunidos no Salão Leste do Palácio do Planalto com a presidenta.

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