Petróleo nos EUA fica abaixo de US$ 30 pela primeira vez em 12 anos; Petrobras reduz em 25% previsão de investimentos até 2019

A Petrobras reduziu em US$ 32 bilhões a projeção de investimentos para o período 2015 á 2019.

A Petrobras reduziu em US$ 32 bilhões a projeção de investimentos para o período 2015 á 2019.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta terça-feira em baixa de 3,18%, cotado a 30,41 dólares, em uma sessão na qual chegou a cotar abaixo de 30 dólares pela primeira vez em mais de doze anos. Ao final da sessão, os contratos futuros do WTI para entrega em fevereiro ficaram 1 dólar mais baratos em relação ao fechamento desta segunda.

Na reta final da sessão, o petróleo de referência nos Estados Unidos chegou a situar-se de maneira momentânea em um mínimo de US$ 29,97, em níveis que não se viam desde dezembro de 2003.

O barril de petróleo Brent, por sua vez, referência internacional, para entrega em fevereiro fechou nesta terça-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,18%, cotado a 30,86 dólares. O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) 69 centavos de dólar abaixo do valor final da véspera, que foi de 31,55 dólares.

O Brent caiu abaixo dos 31 dólares pela primeira vez desde o início de 2004, em um dia no qual chegou a se aproximar dos 32 dólares, encorajado pela estabilização nas bolsas chinesas, mas no qual acabou voltando a perder terreno. O temor de que a fraqueza da economia chinesa afete a demanda global de petróleo se somou desde o início do ano ao cenário de excesso de oferta que afoga os mercados desde meados de 2014.

A desvalorização do petróleo puxou mais uma vez a queda das bolsas no mundo. Na Bovespa, o índice Ibovespa recuou 1,27%, a 39.441 pontos, seu menor nível desde 16 de março de 2009.

Petrobras reduz em 25% previsão de investimentos até 2019

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou ajustes no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 (PGN 2015-2019), informou hoje (12/01/2016) a estatal por meio de nota. Com a revisão, a Petrobras prevê investimentos de US$ 98,4 bilhões no período, uma redução de US$ 32 bilhões em relação ao valor inicial (US$ 130,3 bilhões) – o que representa uma queda de aproximadamente 25%.

Segundo a nota, os ajustes levaram em conta os novos patamares do preço do petróleo e da taxa de câmbio e visam a preservar “os objetivos fundamentais de desalavancagem e geração de valores para os acionistas”, estabelecidos no PGN 2015-2019.

Para as mudanças, a Petrobras utilizou como premissa para as projeções de investimentos e custos, o novo preço do petróleo Brent e a taxa de câmbio, mantendo “a prioridade dos projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal”.

No que diz respeito aos gastos operacionais gerenciáveis, o valor previsto para 2015 permanece em US$ 29 bilhões e a programação para 2016 está sendo revista no âmbito do detalhamento do orçamento anual em curso.

Segundo a estatal, a revisão para 2015 e 2016 levou a uma reavaliação dos projetos previstos pela companhia (portfólio de projetos) para os cinco anos do PNG 2015-2019 e a um consequente ajuste na carteira global de investimentos. As novas premissas decorrem da otimização do portfólio de projetos (economia de US$ 21,2 bilhões) e do efeito cambial (redução de US$ 10,7 bilhões).

Dos investimentos totais da companhia, US$ 80 bilhões serão destinados à área de exploração e produção, o equivalente a 81% do total; US$ 10,9 bilhões (11%) são para abastecimento e refino; e US$ 5,4 bilhões (6%), para a área de gás e energia. As demais áreas ficam com investimentos de US$ 2,1 bilhões.

Do total dos investimentos na área de exploração e produção, estão previstos US$ 4,9 bilhões para as atividades no exterior. Os recursos para abastecimentos incluem os que serão destinados à Petrobras Distribuidora (BR).

No novo Plano de Negócios e Gestão, os desinvestimentos (venda de ativos) para o biênio 2015-2016 foram mantidos em US$ 15,1 bilhões, volume de recursos bastante superior aos US$ 700 milhões atingidos em 2015.

*Com informação da revista Veja e da Agência Brasil.

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