Petrobras fecha acordo para venda de nafta a Braskem

A Braskem, controlada pela Organização Odebrecht com participação expressiva da Petrobras, é uma empresa química e petroquímica brasileira com o escritório central localizado na cidade de São Paulo. A empresa se destaca por ser a líder mundial na produção de biopolímeros e a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas (oitava maior fabricante mundial de resinas plásticas).

A Braskem, controlada pela Organização Odebrecht com participação expressiva da Petrobras, é uma empresa química e petroquímica brasileira com o escritório central localizado na cidade de São Paulo. A empresa se destaca por ser a líder mundial na produção de biopolímeros e a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas (oitava maior fabricante mundial de resinas plásticas).

A Petrobras aprovou e assinou nessa quarta-feira (23/12/2015) novo contrato de longo prazo com a Breskem, para o fornecimento de 7 milhões de toneladas por ano de nafta petroquímica.

Segundo nota divulgada pela estatal, o contrato tem prazo de cinco anos, a um preço 102,1% acima da referência da cotação da nafta no mercado europeu, a ARA (Amsterdã, Roterdã e Antuérpia).

Foi acordado ainda dispositivo que permite, a partir de 2018, a renegociação das condições comerciais condicionada a ocorrências de mercado pré-determinadas.

O valor do preço a ser cobrado pela Petrobras pelo fornecimento da nafta petroquímica vinha sendo alvo de polêmica nos últimos cinco anos, período em que as empresas chegaram a assinar cinco contratos aditivos ao anterior para que o fornecimento do insumo não fosse interrompido.

A nafta é o principal insumo petroquímico para a fabricação dos produtos de segunda geração do setor, como o plástico, o solvente e as resinas.

Histórico da Braskem

A Braskem foi constituída no dia 16 de agosto de 2002 já como a maior petroquímica da América Latina, com unidades industriais e escritórios no Brasil, além de bases comerciais nos Estados Unidos e Argentina. A companhia foi formada pela fusão de seis empresas: Copene, OPP, Trikem, Nitrocarbono, Proppet e Polialden. Em 2006, a Braskem adquiriu a Politeno, a terceira maior produtora de polietileno no Brasil por 111 milhões de dólares, dando início à fase de consolidação petroquímica. No ano seguinte, a companhia juntou-se à Petrobras e à Ultrapar no que seria a maior incorporação da história do Brasil, quando as três companhias adquiriram o Grupo Ipiranga pelo valor de US$ 4 bilhões. Enquanto a Petrobras e a Ultrapar compartilharam as operações de distribuição de combustível, a Braskem assumiu a Ipiranga Petroquímica, operação petroquímica do Grupo Ipiranga. A empresa também incorporou em 2009 os ativos da Petroquímica Triunfo. Em 2010, a Braskem concluiu a negociação para a aquisição da Quattor, passo que consolidou o setor petroquímico no Brasil.

Na sequência, a empresa deu início ao seu processo de internacionalização. A Braskem adquiriu os ativos de polipropileno da Sunoco Chemicals, nos Estados Unidos, tornando-se uma das maiores produtoras de resinas naquele país. Em 2011, a Braskem comprou os ativos de polipropileno da Dow Chemical, assumindo duas fábricas nos Estados Unidos e outras duas na Alemanha. Até o fim de 2015, a petroquímica brasileira, em conjunto com a empresa mexicana Idesa, irá inaugurar o projeto Etileno 21, o maior investimento, orçado em US$ 5,2 bilhões, já realizado por uma companhia brasileira no México. Trata-se de um complexo industrial integrado para a produção de polietileno a partir do etano.

Atualmente, a empresa possui 36 unidades industriais, das quais 29 plantas se localizam no Brasil, cinco nos Estados Unidos e duas na Alemanha. A produção global de re­sinas termoplásticas (PE, PP e PVC) foi de aproximadamente 230 milhões de toneladas. A Braskem respondeu por cerca de 3,5% da produção global de resinas e atendeu, em média, a 70% da demanda brasileira.

 

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