Para presidente Dilma Rousseff, denúncias recentes sobre corrupção ‘são repetições’

Presidente Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas.

Presidente Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas.

A presidenta Dilma Rousseff fez hoje (15/01/2016) uma crítica aos vazamentos das investigações da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. Durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, Dilma disse que as últimas denúncias que têm sido divulgadas na imprensa sobre pedidos de doações a campanhas eleitorais para o PT “são repetições.” Ela se ofereceu para fornecer todos os documentos sobre as licitações e contratos assinados pela estatal.

“Nos últimos dias tem havido denúncias. Essas denúncias são de vazamentos públicos. Eu não sei nem se as delações foram feitas ou não, se é delação de quem, vazamento de quem. Agora não tem nenhuma novidade nessa questão. Nenhuma”, afirmou.

Na avaliação da presidenta, os vazamentos de quebra de sigilo telefônico que envolvem ministros do seu governo, como o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, bem como as delações premiadas, precisam ficar mais claras. “Tem uma hora que fica difícil. A gente não sabe quem diz, quem falou e se é garantido. Não tem clareza para nós. Para nós, a pergunta nunca vem muito clara. Quem diz, é verdade que diz. Quem garante que diz? E disse aquilo mesmo? Em que contexto?”, afirmou.

Respostas

Segundo Dilma, o governo vai responder a todos os questionamentos feitos por jornais a respeito de “quem quer que seja”. “Então, nós responderemos, eu responderei qualquer coisa em quaisquer circunstâncias. Tem uma parte que é pública e notória, é repetição, não tem novidade nenhuma. E não é desse ano não. Há dois anos que corre por aí. Já teve até em CPI. Então, querem a informação, eu dou, não só o calhamaço feito, mas todas as atas do Conselho da Petrobras”, disse.

Temer e PMDB

Na conversa com os jornalistas, Dilma falou também suas relações com o vice-presidente Michel Temer. A presidenta disse que ela e o governo têm “toda consideração” por Michel Temer, que é o presidente do PMDB, partido da base aliada.

Após o esfriamento das relações entre os dois, com a abertura do processo de impeachment da presidenta e o envio à presidenta de uma carta de Temer com críticas a ela, Dilma informou que ambos têm duas reuniões marcadas, “uma especificamente para esta semana”.

“Para nós, é muito importante também uma relação de absoluto respeito, de proximidade fraterna com o vice-presidente Temer”, disse a presidenta, que se referiu ainda ao partido de Temer, dizendo que o governo não pode querer “guerra entre os partidos”.

“É muito importante para o governo, e para qualquer partido, que esse partido esteja harmônico, unido, e que esta seja uma situação que leve à estabilidade das relações. O governo não pode querer guerra entre partidos, nem intrapartidos. Nós não interferimos, sob nenhuma circunstância, nas questões internas”, afirmou.

*Com informação da Agência Brasil.

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