O expresso sexual do PT

Artigo aborda atuação do ministro Jaques Wagner no período em que era governador da Bahia.

Artigo aborda atuação do ministro Jaques Wagner no período em que era governador da Bahia.

Nos ideais da nova civilização petista, na qual se dissemina as invasões de propriedades privadas e a libertação dos grilhões do moralismo fundamentalista, repressor da liberdade sexual, não se pode repreender o PT por sua iniciativa na busca da democracia sexual. Tanto na teoria como na prática, a ideologia sexual petista segue à risca o que está no link “Governo Federal e Mulheres”, no qual a propaganda dissemina para o público o produto destacado no “Grupo Transas de Corpo”, democraticamente oferecido aos homens e mulheres do nosso país.

No carnaval de 2007, essa ideologia erótica foi posta em prática pelo ex-governador da Bahia e atual chefe da Casa Civil de dona Dilma, Jaques Wagner, que, depois de aparecer completamente bêbado num vídeo do youtube (http://video.google.com.videoplay?docid=-62126323405401147588hi=en), foi fotografado no trio elétrico de Gilberto Gil (Expresso 2222) empurrando sua esposa Fátima para um ardente beijo na boca da mulher do cantor, Flora Gil, na época ministro da Cultura do ex-sindicalista Lula da Silva.

Esse exercício público de democracia sexual não deixa de ser reflexo do Decreto de 28 de Novembro de 2007, no qual o governo Lula incentivou a promoção de campanhas “erótico-pornográficas” na mídia, pouco importando se isso afetaria ou não os valores – atualmente declinantes-, da sustentação moral da família brasileira.

Depois desse escândalo, de repercussão nacional e internacional, o atual chefe da Casa Civil de dona Dilma foi nomeado ministro da Defesa, um dos cargos mais importantes da República, responsável pela direção superior das Forças Armadas e pelo estabelecimento de políticas ligadas à segurança do país.

Independentemente desse tipo de liberdade, o senhor Jaques Wagner se destacou no seu governo pelo modo incentivador das invasões de propriedades públicas e privadas promovidas pelo MST. Em 2009, o então governador gastou R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para levar os sem-terra de volta ao interior, após uma festejada invasão em prédio de nossa capital.

No ano seguinte instalou quatro banheiros químicos, um tanque d’água e um barracão como “apoio logístico” para outra invasão, sempre com o beneplácito do seu governo. E em 2011, para comemorar as 40 invasões de propriedades rurais, forneceu verduras e 600 quilos de carne por dia para os 3000 invasores do prédio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, em nossa capital.

Nessa ocasião, o fornecimento de banheiros químicos chegou a 32, com chuveiros improvisados, toldos e outros materiais de apoio. Para arrematar, Wagner nomeou uma das invasoras como secretária de Políticas para as Mulheres. Por fim, a ousadia do MST culminou com a invasão, em 2013, da Secretaria de Segurança Pública para cobrar agilidade nas investigações do assassinato de um dos dirigentes do movimento da zona rural de Iguaí.

Todos esses fatos foram sobejamente divulgados pela imprensa, mas como neste país nada acontece com os poderosos, o senhor Jaques Wagner continua assumindo mais poder e galgando mais posições. E para não se dizer que estamos no Brasil, com certeza deverá comemorar essas conquistas no carnaval deste ano, no mesmo “Expresso 2222”, de Gilberto Gil. E nas mesmas condições.

*Luiz Holanda é advogado e professor universitário.

Sobre o autor

Luiz Holanda
Luiz Holanda é advogado e professor universitário, possui especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP); Comércio Exterior pela Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo; Direito Comercial pela Universidade Católica de São Paulo; Comunicações Verbais pelo Instituto Melantonio de São Paulo; é professor de Direito Constitucional, Ciências Políticas, Direitos Humanos e Ética na Faculdade de Direito da UCSAL na Bahia; e é Conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/BA. Atuou como advogado dos Banco Safra E Econômico, presidiu a Transur, foi diretor comercial da Limpurb, superintendente da LBA na Bahia, superintendente parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia, e diretor administrativo da Sudic Bahia.