MST Bahia recebe membros do governo, cria campanha contra agrotóxicos e elege nova direção

Evanildo Cosata assume a direção estadual do MST na Bahia.

Evanildo Cosata assume a direção estadual do MST na Bahia.

O 28º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra da Bahia, além de traçar estratégias para o ano de 2016, também marcou os debates políticos neste início de ano envolvendo temas ligados à reforma agrária. Realizado deste o domingo passado (10/01/2016) até a quarta-feira (13) em Salvador, no Parque de Exposições, o encontro dos sem-terra recebeu a presença de representantes do governo Rui Costa, lançou uma campanha contra o uso de agrotóxicos e elegeu a nova direção estadual do movimento. Os secretários estaduais Vera Lúcia Barbosa (Sepromi), Bruno Dauster (Casa Civil), e o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), participaram dos debates e levaram mais informações de atividades dos governos em assentamentos e acampamentos de reforma agrária.

“Começamos os debates para o ano de 2016 e sabemos que temos ainda uma longa caminhada pela frente. Com a reforma agrária paralisada teremos que vencer ainda mais obstáculos. Hoje, são pelo menos 29 áreas que se encontram prontas para se tornarem assentamentos, mas ainda sem decretos assinados no país. Nos debates de Salvador tratamos da campanha de luta contra os agrotóxicos, que já acontece em determinadas regiões da Bahia e será uma marco deste encontro estadual, além de realizar encontros com a juventude, crianças, mulheres, sempre com arte e cultura e ações afirmativas”, frisa Valmir Assunção. A proposta da campanha contra o uso de agrotóxicos do MST é para fortalecer a produção agroecológica nos assentamentos de reforma agrária com formação política e técnica.

O movimento ainda elegeu sua nova direção estadual. Márcio Matos, que ficou na direção por 10 anos, deixa o cargo para Evanildo Costa, que foi empossado durante o encontro em Salvador. “Temos a necessidade concreta de realizar o debate da agroecologia e construir coletivamente esta pauta, que há mais de 10 anos vem sendo debatida pelo Brasil a fora”, aponta Costa, em entrevista à Página do MST. Também houve encontro envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, que discutiram a reforma agrária e as relações de gênero como plataformas de luta contra a LGBTfobia. Essa pauta foi acompanhada por Elizabeth Rocha, membro da direção e que considerou os debates como avanço social. Nesta quarta-feira, o MST recebeu ainda uma equipe de médicos cubanos, representando o projeto Mais Médicos.

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