Feira de Santana: vereador alerta para falta de debate, por parte do Conselho Municipal de Transporte, sobre tarifa sistema coletivo de ônibus

Tarifa diferenciada também deveria ter sido discutida no Conselho. A afirmação é do vereador e presidente do Sindicato dos Rodoviários, Alberto Nery.

Tarifa diferenciada também deveria ter sido discutida no Conselho. A afirmação é do vereador e presidente do Sindicato dos Rodoviários, Alberto Nery.

A distinção entre o valores das tarifas de ônibus do transporte coletivo de Feira de Santana, baseada na forma de pagamento (antecipada via cartão eletrônico, ou em espécie) tem causado muita indignação entre os usuários do serviço. Para o vereador e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (Sintrafs), Alberto Nery, mais do que indignação, essa diferença causa, no mínimo, estranheza, tendo em vista que ela não foi sequer discutida pelos membros do Conselho Municipal de Transporte. “Infelizmente, essa diferenciação da tarifa já estava prevista no edital, que permite inclusive que as empresas cobrem até o dobro da passagem paga de forma antecipada. É importante ressaltar, que durante as audiências públicas realizadas pela prefeitura para se “discutir” o transporte, eu sugeri diversas mudanças nesse edital que, como já era de se esperar, não foram ouvidas. O fato é que o valor cobrado para pagamento em espécie também deveria ter sido discutido pelo Conselho que se reuniu pra estabelecer a nova tarifa de R$ 3,10. Porque isso não aconteceu?”, questiona Nery.

Para o líder da banca de oposição na Câmara de Vereadores, a discussão era necessária até para evidenciar a clareza do cálculo para a comunidade. “Se o governo municipal é tão transparente quanto prega, porque não expôs e discutiu essa tarifa também no Conselho? Baseado em quê foi calculado esse aumento de R$ 0,20 em relação a tarifa convencional?”, indaga.

Segundo Nery, a diferenciação na tarifa além de beneficiar as empresas de ônibus tem outro objetivo: extinguir a figura do cobrador. “Há meses estamos batendo nessa tecla. O prefeito chegou a declarar que a intenção da diretoria do sindicato era causar pânico entre os cobradores, disseminando a informação das possíveis demissões desses pais e mães de família. Mas com essa diferença na tarifa, a tendência é que todos os usuários migrem para a bilhetagem eletrônica, mesmo porque as pessoas não vão pagar R$ 0,20 a mais, podendo pagar menos. E então, o que acontecerá com os cobradores?”.

O vereador ainda observa outra questão. “Vale lembrar, que o cálculo da tarifa, teoricamente, também leva em conta o salário dos funcionários do sistema (motoristas e cobradores). Se estes trabalhadores forem demitidos, o aumento da tarifa servirá apenas para deixar ainda mais rica a classe patronal, tão valorizada pelo Executivo Municipal. E quem vai continuar sofrendo é o povo de Feira de Santana”, finalizou Nery.

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