Banco Mundial cita desafios para América Latina em 2016

Expectativa é de que a região tenha que se adaptar a uma nova realidade de baixo crescimento neste ano; causa seria a desaceleração da China, entre outras razões. Os países da América Latina devem pensar em redes de proteção social para as famílias mais pobres, avalia Banco Mundial.

Expectativa é de que a região tenha que se adaptar a uma nova realidade de baixo crescimento neste ano; causa seria a desaceleração da China, entre outras razões. Os países da América Latina devem pensar em redes de proteção social para as famílias mais pobres, avalia Banco Mundial.

Um artigo do Banco Mundial destaca que a “América Latina não é a mesma do início do milênio”. O boom das chamadas commodities teria sido o “motor” por trás de realizações significativas” em emprego, salário e nos índices de pobreza.

Após uma década de crescimento, a maré teria mudado para a região. A expectativa é de que a América Latina tenha que se adaptar a uma nova realidade de baixo crescimento em 2016. A causa seria a desaceleração da China, entre outras razões.

Ganhos Sociais

No entanto, o economista chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe afirmou que apesar dos efeitos negativos da desaceleração econômica global, é fundamental que os países latinoamericanos não percam de vista os ganhos sociais dos últimos 15 anos.

Para Augusto de la Torre, a adaptação ao novo contexto “vai gerar problemas sociais e, possivelmente, aumentar a desigualdade de renda”.

Segundo o especialista, os países devem pensar em redes de proteção social para as famílias mais pobres, mas de tal forma que não tire incentivos ao trabalho e à criação de empregos.

Empreendedorismo

O Banco Mundial destacou ainda o “espírito empreendedor” da região como um ponto positivo.

Além disso, com “menos opções” de conseguir um emprego de qualidade, os jovens estão seguindo esta tendência com cada vez mais frequência.

De acordo com o órgão, 19% dos novos negócios na região foram fundados por pessoas com menos de 35 anos.

Educação

No Caribe, por exemplo, o índice de desemprego entre jovens está muito acima da média regional e, muitas vezes, a única opção para eles é migrar.

Educação de qualidade permanece sendo uma questão pendente em toda a região e, assim, um “desafio fundamental” para 2016.

Mudança Climática

Em todo o mundo, 2015 foi um ano decisivo em relação à mudança climática e as ações para combatê-la, com destaque para o histórico acordo em Paris, assinado por todos os países latinoamericanos.

Se as temperaturas globais subirem acima de 2º C até 2100, a região será uma das mais afetadas.

Assim, os desafios de sustentabilidade e adaptação para preservar o meio ambiente serão vitais para a América Latina em 2016.

*Com informações de Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

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