Agências da ONU relatam piora da situação para pessoas sitiadas na Síria

Voluntários do Crescente Vermelho Árabe entregam suprimentos em Madaya, Síria.São 200 mil pessoas que enfrentam cerco na cidade de Deir-Ez-Zor e precisam com urgência de assistência; comboio humanitário segue para Madaya e Zabadani; subsecretário-geral da ONU divulga carta sobre sua frustração.

Voluntários do Crescente Vermelho Árabe entregam suprimentos em Madaya, Síria.São 200 mil pessoas que enfrentam cerco na cidade de Deir-Ez-Zor e precisam com urgência de assistência; comboio humanitário segue para Madaya e Zabadani; subsecretário-geral da ONU divulga carta sobre sua frustração.

Agências humanitárias da ONU expressaram nesta segunda-feira (18/01/2016) preocupação com cerca de 200 mil pessoas enfrentando piora nas condições de vida em Deir-Ez-Zor.

O cerco à cidade da Síria impede a entrega de assistência, em especial de comida e medicamentos. Já foram relatados casos de desnutrição severa e de mortes devido à fome.

Emergência

O governo estaria fornecendo estoques de pão em Deir-Ez-Zor, mas a quantidade é limitada devido à falta de acesso comercial à área.

O porta-voz do secretário-geral, Farhan Haq, informou que já foi aprovado o transporte aéreo de assistência essencial a região, numa operação de emergência que deverá ser feita por agências da ONU.

Mas confrontos no entorno do aeroporto militar estão impedindo a operação. Por outro lado, agências da ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho Árabe estão a caminho de entregar comida e medicamentos para Zabadani.

Frustração

Esse será o primeiro comboio do mês para a cidade, enquanto um terceiro comboio humanitário está sendo preparado para Madaya, Foah e Kafraya.

Nesta segunda-feira, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários divulgou uma carta aberta à sociedade civil síria. Stephen O’Brien afirmou estar “bravo e frustrado com a situação em cidades do país que estão sob cerco” e com o peso que isso tem na vida de crianças e adultos.

Riscos

O’Brien destacou que os trabalhadores humanitários estão se esforçando para levar assistência à população, sendo que 80 já foram mortos em serviço e muitos outros continuam desaparecidos.

Apesar disso, o chefe humanitário da ONU garantiu que as equipes vão continuar sua missão. O’Brien afirmou que apoia qualquer iniciativa que possa levar ao fim da violência na Síria e ajudar a organização e parceiros a ajudar os que precisam.

Ele garantiu que as Nações Unidas não são próximas de nenhum lado em conflito, nem estão agindo de maneira a encorajar o uso do cerco como tática. Segundo O’Brien, a missão é agir de forma imparcial, neutra e independente, contactando todos os lados para negociar acesso aos mais vulneráveis.

Mais de 100 mil sírios em Madaya, Biqin, Foah, Kafraya e Al Waer receberam recentemente assistência, incluindo alimentos e remédios.

*Com informação da Agência ONU.

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