Senador Randolfe Rodrigues diz que processo no Conselho de Ética é perseguição

Randolfe Rodrigues: "Desde que anunciei que faria representação no Conselho de Ética, estou sendo ameaçado pelo presidente do Conselho".

Randolfe Rodrigues: “Desde que anunciei que faria representação no Conselho de Ética, estou sendo ameaçado pelo presidente do Conselho”.

O líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP) disse hoje (15/12/2015) que a decisão do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), de abrir processo contra ele foi “persecutória e retaliatória”. Randolfe também acusou o presidente do Conselho de ter tentado intimidá-lo, ameaçando abrir o processo se ele apresentasse denúncia contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS).

“Desde que anunciei que faria representação no Conselho de Ética, estou sendo ameaçado pelo presidente do Conselho, que tem dito que se fosse feito algum tipo de representação ao conselho ele retomaria o processo. É claramente uma atitude intimidatória. Como não me intimidei antes, não vou me intimidar agora. Repito para eles não insistirem, pois vão perder. Não conseguirão ter sucesso na atitude retaliatória e intimidatória”, afirmou.

A representação contra Randolfe Rodrigues data de 2013 e é referente a suposto crime de corrupção praticado por ele em 1999, quando ainda era deputado estadual no Amapá. Segundo a denúncia, Randolfe teria recebido propina do então governador do estado, hoje senador João Capiberibe (PSB-AP). Embora a representação ao Conselho de Ética fosse referente aos dois, a decisão de João Alberto Souza abre processo apenas contra Randolfe.

“O fato é de 1999 e a denúncia de 2013. Ou seja, do ponto de vista da forma já cai. Além de cair do ponto de vista da forma, não existe mérito. A atitude é tão persecutória que inicialmente era um processo que envolveria a mim e ao senador Capiberibe. Estranhamente, agora só direcionaram a mim. Por que? Porque nós da Rede é que representamos no Conselho de Ética contra um senador pelos notórios acontecimentos que todos sabem.”

Em 2013, a Procuradoria Geral da República optou por arquivar a denúncia contra Randolfe Rodrigues e João Capiberibe por considerar que não havia “indícios de veracidade nos fatos noticiados”.

O líder da Rede acusou o presidente do Conselho de Ética de não ter feito o mesmo com a denúncia ao Senado e também não ter dado andamento ao processo antes para tentar intimidá-lo com relação a qualquer representação que ele apresentasse quanto a outros senadores.

Randolfe disse ainda que, se for preciso, irá ao Supremo Tribunal Federal para que a ação contra ele não tenha prosseguimento agora.

*Com informação da Agência Brasil.

 

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