Por que as marcas morrem | Por Cleber Muniz

Cleber Muniz é Designer multidisciplinar, graduado em Design pela Faculdade Senac Goiás, pós-graduado em Design Ambiental pelo Instituto de Pós-graduação e Graduação (IPOG).

Cleber Muniz é Designer multidisciplinar, graduado em Design pela Faculdade Senac Goiás, pós-graduado em Design Ambiental pelo Instituto de Pós-graduação e Graduação (IPOG).

No mundo dos negócios, a todo tempo vemos o nascimento de marcas e negócios das mais variadas vertentes e nichos. Ao mesmo tempo, vemos muitos sepultamentos. Estudos apontam que entre 40% a 70 % dos novos lançamentos de marcas não sobrevivem após de um ano de mercado.

Existem variáveis externas e internas que influenciam diretamente no processo de construção de uma marca, e que devem ser avaliadas com determinado critério para que a mesma seja consolidada em alto nível em um mercado altamente competitivo. Com o crescimento das marcas e o seu fortalecimento, geri-las torna-se um desafio de certa forma complexo.

Muitos empresários atribuem a morte de suas marcas ao fator CRISE, mas poucos têm a consciência de que usar apenas esse pretexto para o fracasso de seus negócios já é algo ultrapassado. Vejamos alguns fatores que influenciam na “falência múltipla” das marcas:

1 – Despreparo na Gestão: Muitos se denominam diretores ou gestores, mas não têm conhecimento dos processos gerenciais do seu negócio. Conhecer o seu produto e serviço e os processos que o fazem subsistir é algo fundamental na posição do gestor. É necessário ter a visão ampla do processo, pois é através disso que vem as tomadas de decisão para o rumo dos negócios.

2 – Falta de posicionamento: Se a marca não sabe porque veio, ela não tem razão de existir. O posicionamento define a missão e os valores da marca, define o seu processo de diferenciação e o público-alvo que deve ser alcançado. Se esses fatores não estiverem bem claros no escopo das estratégias de posicionamento, o negócio caminhará sem rumo.

3 – Falha na promessa de entrega: A expectativa que as marcas geram em seus consumidores devem estar alinhadas com sua entrega. Quando as mesmas estão discrepantes, o consumidor tende a se frustrar e acaba se tornado um stakeholder negativo, fazendo com que tudo que foi construído seja diluído e em muitos casos destruído de um modo avassalador.

4 – Resistência a mudanças: O mundo muda e, atualmente, em velocidade estrondosa. Se o mundo muda, consequentemente, as pessoas e a sua forma de consumo também, e as marcas precisam acompanhar esses ciclos. Marcas que não se atualizam e não se reposicionam tendem a se enquadrar no grupo de retrógradas e antiquadas.

Ana Couto cita em seu artigo sobre gestão de marcas que “O desafio das Marcas é darwiniano. O que significa que quem vai sobreviver não é o mais forte, nem o mais inteligente, mas o que tem mais capacidade de se adaptar às mudanças”.

*Por Cleber Muniz é Designer multidisciplinar, graduado em Design pela Faculdade Senac Goiás, pós-graduado em Design Ambiental pelo Instituto de Pós-graduação e Graduação (IPOG), ipog.edu.br. Desenvolve projetos de diagnóstico e construção de marcas e atua como professor no SENAC Goiás e no IPOG no Curso de Gestão de Marcas.

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