Philip Morris vai investir R$ 168 milhões em projeto de tabaco no Oeste da Bahia

Jorge Hereda (SDE) Luis Camarate (Philip Morris) celebram acordo.

Jorge Hereda (SDE) Luis Camarate (Philip Morris) celebram acordo.

Uma das maiores empresas globais da área de tabaco, a Philip Morris anunciou, nesta sexta-feira (11/12/2015), investimentos de  R$ 168 milhões e geração de 400 empregos diretos  na produção de tabaco curado no município de Cocos, no Oeste da Bahia. Protocolo nesse sentido foi assinado com o Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). O documento foi firmado entre o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, e os gerentes da Philip Morris Brasil, Luís Camarate e Marcos Moraes.

O projeto em Cocos consiste na implantação de um complexo agroindustrial, compreendido desde a compra das sementes até a colheita de tabaco. “O terreno já está em fase de terraplanagem e a expectativa é que a primeira colheita já seja feita no segundo semestre deste ano. Escolhemos Cocos por causa do clima e solos excelentes, possibilidade de irrigação e mecanização da produção”, explica Camarate.

Todo tabaco será produzido na Bahia e transferido para o Rio Grande do Sul para o processo de beneficiamento. Tendo em vista a demanda das empresas afiliadas à companhia em diversos países, o volume de produção do tabaco estimado para o projeto será majoritariamente destinado ao mercado externo.

“O investimento e o número de empregos é muito significativo para o Oeste baiano, principalmente para Cocos, que é uma extraordinária fronteira agrícola da Bahia, baseada, sobretudo, no agronegócio irrigado. É um investimento, tenho certeza, muito consistente porque está sendo anunciado em um momento de turbulência econômica”, diz Hereda.

Para Camarate, o projeto da Bahia é muito importante para os planos da Philip Morris no Brasil. “Além de ser um importante mercado consumidor, o Brasil tem uma importância muito grande no mercado mundial de tabaco, respondendo por cerca de  20% da produção”, diz.

Segundo o Sindicato da Indústria de Tabaco no Bahia (SindTabaco), a cultura do tabaco é 100% de agricultura familiar e gera 10 mil empregos entre os diretos e diretos no estado. Hoje, o sindicato tem 19 empresas filiadas entre beneficiamento da folha, fábricas e distribuidoras de charutos e uma fábrica de cigarros. No Centro Industrial de Aratu estão instalados, também, os centros de distribuição da Philip Morris e da Cigarros Golden Leaf.

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