Governo da Bahia amplia ações para combater incêndio na Chapada Diamantina

Ao menos 50 mil hectares foram queimados nos incêndios, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia.

Ao menos 50 mil hectares foram queimados nos incêndios, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia.

As ações de combate ao incêndio no Parque Nacional da Chapada Diamantina se intensificaram na segunda-feira (14/12/2015), segundo o governo da Bahia, com a chegada de mais um helicóptero e mais brigadistas. Nos próximos dias, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e 47 bombeiros do Distrito Federal viajarão à região para ajudar no combate às chamas.

“A situação é crítica e extremamente preocupante”, disse o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Splengler. Ontem (13), a Justiça Federal na Bahia determinou que o governo do estado e a União adotem medidas para combater o incêndio que atinge o parque. Segundo o secretário, no entanto, as ações de hoje já estavam previstas.

Seis aviões air tractors, capazes de transportar até 3,8 mil litros de água; quatro helicópteros equipados com material para lançamento de água (incluindo o que chegou hoje); 60 bombeiros militares da Bahia e mais de 70 brigadistas voluntários da região da chapada trabalham para debelar as chamas. O incêndio no parque começou em setembro e desde novembro as chamas ganharam força.

Trilhas foram fechadas devido ao fogo, atrapalhando o turismo na região. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ainda não tem uma estimativa da área destruída, mas ao menos 50 mil hectares (um hectare equivale à área de um campo de futebol) foram queimados, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

“Os focos estão em regiões muito difíceis, onde o controle do fogo é uma atividade complicada. O acesso é muito complexo. São vários focos diferentes. A gente apaga um e começam outros em várias regiões. Na última semana houve chuvas na região e raios provocaram novos focos”, disse César Gonçalves, um dos gestores do parque nacional.

A preocupação está concentrada nas áreas do Vale Capão (onde a preocupação principal é não deixar que o fogo atinja a cidade de Lençóis), da Cachoeira da Fumaça, do Morro Branco e do Morro das Paridas. Na sexta-feira (11), o incêndio chegou perto das comunidades e das residências, segundo a Defensoria Pública do estado.

“São localidades de difícil acesso, muitas fendas e fendas profundas, muita matéria orgânica, dificuldade de operar com aeronaves para lançamento de água. Tem uma série de dificuldades, associadas à baixíssima humidade do ar, clima muito seco”, disse o secretário do Meio Ambiente.

Decisão da Justiça

Os focos de incêndio estão em regiões muito difíceis, onde o controle do fogo complicado, segundo César Gonçalves, um dos gestores do parqueRoberto Viana/AGECOM

A decisão da Justiça foi tomada em resposta a um pedido da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado da Bahia. No entender desses órgãos, o estado vinha disponibilizando pessoas, aviões, helicópteros de forma insuficiente para controlar o incêndio.

“Agora existe uma decisão determinando que o estado disponibilize toda a estrutura e, inclusive, a mantenha após o término dos incêndio, porque às vezes o incêndio termina, só que por debaixo da terra, continua pegando fogo, e aí é necessário manter uma estrutura mínima de brigadistas até que isso acabe completamente”, disse o defensor público federal Átila Dias.

Segundo o secretário Eugênio Splengler, o governo da Bahia está elaborando um relatório para mostrar à Justiça, a defensoria e à comunidade que as ações tomadas pelo governo do estado no combate ao incêndio são suficientes.

O ICMBio não respondeu sobre a decisão da Justiça. Em nota divulgada na última sexta-feira (11), informou que está mobilizando todos os recursos disponíveis para combater os incêndios. “Porém, o fogo só será completamente debelado quando chover na região.”

*Com informações da Agência Brasil.

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