Governador Rui Costa concede entrevista a Rádio Transamérica de Feira de Santana

Carlos Geilson entrevista o governador Rui Costa.

Carlos Geilson entrevista o governador Rui Costa.

Eliana Boaventura, Antonio Lázaro, Carlos Geilson, Rui Costa e José Cerqueira Neto (Zé Neto) durante entrevista com o governador Rui Costa.

Eliana Boaventura, Antonio Lázaro, Carlos Geilson, Rui Costa e José Cerqueira Neto (Zé Neto) durante entrevista com o governador Rui Costa.

O radialista e deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) entrevistou o governador Rui Costa (PT) na edição do Jornal Transamérica desta sexta-feira (27/11/2015). Durante o programa, Geilson abordou temas como crise no Partido dos Trabalhadores, segurança pública, política, arrecadação, projetos e Planserv.

Questionado pelo radialista sobre os altos índices de popularidade do seu governo, diante da impopularidade de outros gestores do PT, Rui Costa disse que a população analisa as atitudes de cada gestor. “O cidadão separa erros cometidos por esta ou aquela pessoa dos outros políticos que querem fazer o melhor pelo seu povo. Faço um diálogo franco e sincero com a população, por isso que eu recebo a reciprocidade das pessoas sempre com um tratamento respeitoso e carinhoso”, pontua.

No assunto eleições 2016, Rui Costa afirmou que é cedo para tomar decisões. “Ainda não me debrucei sobre estratégias eleitorais nesta ou naquela cidade. Estamos em um ano de dificuldades econômicas. Estou com foco grande na gestão. Pode ocorrer mais de uma candidatura da base em Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista, onde há segundo turno. Se ocorrer, teremos que conversar sobre estratégia, mas é evidente que tenho que respeitar a decisão da minha base politica. Pretendo participar da campanha, mas hoje estou focado em fazer as coisas acontecerem na Bahia”, declara.

Geilson questionou Rui Costa sobre como ele consegue realizar obras uma vez que seu governo alega que a arrecadação do estado caiu. “Pedi novamente ao secretariado que economize cada real e escolha prioridades, pois quem quer fazer tudo de vez acaba não fazendo nada. Com isso conseguimos manter as obras em andamento. Muitas delas tocadas com empréstimos dos bancos Mundial, do Brasil e BNDES”, relata o governador.

Rui Costa também falou sobre medidas para reduzir os custos do estado e que os servidores alegam estarem sendo prejudicados. “Não há retirada de direitos do servidor. Não e razoável chegar ao nosso conhecimento que têm pessoas, que muitas vezes exerciam o cargo de chefia, pedindo indenização de até R$ 500 mil para não gozaram férias. Isso tudo num momento de crise, compromete o índice de pessoal e os recursos que nós não temos. Os servidores vão continuar tendo direito as licenças prêmios e férias. Na virada do ano o estado e o Judiciário vão ultrapassar os índices de pessoal. Com isso, nem promoção eu posso dar e nem concurso eu posso fazer. A lei de responsabilidade fiscal me impede. Temos que corrigir isso para garantir os direitos dos servidores”, frisa.

Carlos Geilson lembrou a Rui Costa que os funcionários estão reclamando dos aumentos no Planserv. “A curva de déficit financeiro do Planserv vinha crescendo. Fizemos os ajustes e incluímos a possibilidade dos servidores incluírem os netos no plano. Depois, conversando com servidores e deputados e tendo consenso, pretendo mudar o método de cobrança. No plano de saúde da Petrobras, por exemplo, o usuário paga uma participação no uso, para evitar a utilização desnecessária. Cerca de 40% dos exames feitos no Planserv as pessoas sequer vão pegar o resultado. E são exames caros, como ressonância magnética e tomografia. O Planserv custa 1 bilhão e 200 milhões de reais no ano. Talvez dê para baixar o preço e incluir uma contribuição por uso de 10%”, pontua o governador.

Rui Costa também elencou as ações na área de segurança pública. “Temos em curso o Pacto Pela Vida, que é um somatório de esforços para todos possam contribuir para a melhoria do setor. Problemas na segurança atingem o país e, de modo mais grave, o Nordeste. Temos feito investimentos fortes, apesar da crise. Convoquei 2.000 policias militares neste ano. Estão todos em treinamento. Convoquei 960 policias civis delgados, que em dezembro serão distribuídos pelas cidades do interior. Deve sair esta semana o edital de licitação dos presídios novos. Serão 4.000 novas vagas para tirar os presos das delegacias, possibilitando aos investigadores e delegados se dedicarem mais a investigação dos crimes e ao policiamento. Tenho reunido com comandantes das polícias Militar e Civil e pedido uma restruturação. Quero colocar mais homens na rua e tirar pessoas da administração”, declara.

Geilson questionou Rui Costa sobre o déficit de 12 mil policiais que há no estado. “Temos 32 mil homens e mulheres na polícia. Quando se fala num déficit é um padrão internacional que recomenda uma quantidade de policias versus a população coberta pela polícia. Por esse indicador a Bahia devia ter em torno de 42 mil policias. Infelizmente, apesar de ter 15 milhões de habitantes, a Bahia é o 24º lugar em receita per capita do Brasil. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem 16 milhões de habitantes e uma receita de 90 bilhões de orçamento. É 1 milhão de diferença de habitantes e 50 bilhões de diferença de orçamento. Se tivéssemos só 10 bilhões a mais de orçamento, teríamos os 42 mil policiais e muitas obras estariam em andamento, mas temos que fazer muito com pouco”, conclui.

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