Feira de Santana: vereador José Carneiro avalia pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff

José Carneiro Rocha: "dizer que não tem motivo para a população brasileira se rebelar contra tanta corrupção neste país, então  nós temos que fechar, imediatamente, Congresso, Assembleias, Câmaras e viver num regime ditatorial.".

José Carneiro Rocha: “dizer que não tem motivo para a população brasileira se rebelar contra tanta corrupção neste país, então nós temos que fechar, imediatamente, Congresso, Assembleias, Câmaras e viver num regime ditatorial.”.

A reação dos políticos petistas e da base do Governo Federal contra o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi tema de discurso do vereador José Carneiro (PSL), na manhã desta segunda-feira (07/12/2015), na Casa da Cidadania.

“Às vezes, eu não consigo entender o que é democrático antes e depois. No passado próximo, em 1999, era democrático ir para as ruas pedir o impeachment de Fernando Henrique Cardoso. O PT foi para as ruas pedir impeachment e, inclusive, apresentou requerimento que foi votado, 100 foram favoráveis e 342 contrários, mas hoje é golpe, é golpe porque o PT está no poder, porque são democráticos que só pensam em se proteger. Se eram democráticos em 99, por que não são democráticos em 2015?”, questionou.

José Carneiro acrescentou: “dizer que não tem motivo para a população brasileira se rebelar contra tanta corrupção neste país, então  nós temos que fechar, imediatamente, Congresso, Assembleias, Câmaras e viver num regime ditatorial. Não tem sentido alguém dizer que não tem razão para se discutir questões que a população brasileira acompanha cotidianamente, onde a gente ouve e ver só falar em roubalheira, que foi desencadeada no governo do PT”, criticou.

Em aparte, o vereador Beldes Ramos (PT) disse que uma coisa é mobilizar para pedir o impeachment e outra coisa é articulação política para destituir a presidente Dilma Rousseff. Em sua opinião, o pedido de impeachment que foi protocolado na Câmara Federal   “é sem  consistência e sem fundamentações”.

Ele classificou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), como “sem moral” e disse que este só acolheu o pedido de impeachment para sair do centro das atenções, uma vez que já havia sido denunciado no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.

“Ele quer trazer o foco para a presidente Dilma. O impeachment, como está concebido, é um golpe sim. Nós não somos contra a quem foi para as ruas, quem se manifestou, quem pediu o impeachment não, nós somos contra a forma como está sendo feito aí, que é golpe sim, que, inclusive, divide até os oposicionistas e as maiores instituições das cidades mais respeitadas, inclusive a Rede Globo”, argumentou.

Retomando o discurso, José Carneiro informou que quem fundamentou o pedido de impeachment contra a presidente Dilma foi  o fundador do Partido dos Trabalhadores, Hélio Bicudo.

Mudando de foco, o líder do governo do prefeito José Ronaldo (DEM) se pronunciou sobre as críticas do vereador Edvaldo Lima (PP) ao secretário municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, enfatizando que Antônio Carlos Borges Júnior é um homem de diálogo,  altamente educado e, acima de tudo, preparado para exercer importantes cargos públicos, como já exerceu no Governo do Município, a exemplo da função de secretário de Transporte e Trânsito e de secretário de Agricultura.

“Eu não acredito que ele tenha se manifestado de forma ofensiva direcionada ao vereador Edvaldo Lima. Agora, infelizmente, Edvaldo Lima é um daqueles que estão em Feira fazendo política apostando no quanto pior melhor, apostando em ver o Governo não realizar as obras que tanto a sociedade precisa e exige, apostando que, com isso, eles vão chegar ao poder”, disse José Carneiro, afirmando que o povo “não é burro” para confiar em pessoas que não querem o desenvolvimento da cidade, prejudicando o andamento de obras, como o BRT  e o shopping popular de Feira de Santana, que “tem a aprovação da maioria da população”.

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