Feira de Santana: show inédito de João Bosco marca encerramento do Natal Encantado 2015

João Bosco apresenta show na  Praça Padre Ovídio, em Feira de Santana.

João Bosco apresenta show na Praça Padre Ovídio, em Feira de Santana.

Sucessos que marcam os mais de 40 anos de carreira de João Bosco serão apresentados ao público feirense na noite desta quarta-feira (23/12/2015), marcando o encerramento do Natal Encantado 2015. É a primeira apresentação de um dos ícones da Música Popular Brasileira (MPB) em Feira de Santana. E gratuita para o público. O show está prevista para as 19h, na Praça da Matriz. Logo após se apresentarão os vencedores dos festivais Gospel e Vozes da Terra.

João Bosco é a um tempo homem-música e homem-canção. Essa tensão entre a canção (relação irredutível entre melodia e letra) e a música (tudo o que excede essa relação) atravessa a sua obra, se manifestando com muita força após a interrupção da parceria com Aldir Blanc. Em seu último disco, Não vou pro céu, mas já não vivo no chão, João Bosco realiza um rigoroso trabalho de reduzir essa tensão à canção pura: sem ornamentos, com canto despojado, só o osso.

O artista

João Bosco começou a tocar violão aos doze anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Alguns anos depois, iniciou na Escola de Minas em Ouro Preto cursando Engenharia Civil. Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz e bossa nova e pelo tropicalismo.

Foi em Ouro Preto, em 1967, na casa do pintor Carlos Scliar, que conheceu Vinícius de Moraes, com o qual compôs as seguintes canções: rosa-dos-ventos, Samba do Pouso e O mergulhador – dentre outras.

Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc, O mestre sala dos mares, O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Kid cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin Lover, O ronco da cuíca, Corsário, dentre muitas outras.

A primeira gravação saiu no disco de bolso do jornal O Pasquim: Agnus Sei (1972). No ano seguinte, selou contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que levava apenas seu nome.

Em 1972 conheceu Elis Regina, que gravou uma parceria sua com Blanc: Bala com Bala; a carreira deslanchou quando da interpretação da cantora para o bolero Dois pra lá, dois pra cá.

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