Deputado Targino Machado alerta sobre decisão do Governo em adiar votação do Projeto de Lei que altera os direitos dos servidores na Bahia

Targino Machado: "A manobra é esvaziar o movimento, para votar sem a presença da mobilização dos funcionários.".

Targino Machado: “A manobra é esvaziar o movimento, para votar sem a presença da mobilização dos funcionários.”.

O Projeto de Lei 21631/15, que modifica os mecanismos de concessão de benefícios ao funcionalismo público baiano e que seria votado neste dia (09/12/2015), na Assembleia Legislativa da Bahia, foi retirado de pauta pelo Governo do Estado. A decisão, segundo o deputado estadual Targino Machado, tem uma finalidade: tentar esvaziar o movimento dos servidores estaduais, que compareceram em grande número na Casa nesta quarta.

“A manobra é esvaziar o movimento, para votar sem a presença da mobilização dos funcionários, porque assim eles poderão dar o voto lagartixa, balançando a cabeça dizendo ‘sim’ ao governo e ‘não’ ao povo da Bahia e aos servidores do estado. Os servidores não roubaram e conquistaram com trabalho duro todas as suas vantagens, que são legais e estão no texto da lei”, disse.

O parlamentar criticou a forma como os servidores estaduais foram tratados na ALBA, cercada por muitos policiais armados com metralhadoras, fuzis e submetralhadoras.

“Peço aos servidores públicos que se mantenham mobilizados. Quero dizer que sitiar o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia com policiais armados com metralhadoras, fuzis e submetralhadoras é o uso indevido da Polícia Militar, que deveria estar na rua correndo atrás de bandidos”.

Ainda segundo Targino, a polícia precisa se preocupar em defender o povo de dois tipos de ladrões: o comum e o político.

“A polícia tem que correr atrás de dois tipos de ladrões. O ladrão comum, que espera o cidadão em uma esquina na rua, espera você passar e leva seus pertences. Mas tem também o político ladrão, que não quer saber da sua aliança, do seu relógio e da sua joia. Ele não quer saber de roubar no varejo. Ele rouba é no atacado. Eles roubam o dinheiro da Petrobras, da educação, da saúde e o salário dos servidores. O ladrão comum lhe escolhe e lhe rouba. O político ladrão foi o eleitor, que escolheu um ladrão e votou para vereador, prefeito, deputado, senador, governador e presidente, para roubar o dinheiro da saúde, da educação, da segurança pública, roubando também a dignidade e o direito de sonhar do povo brasileiro”.

O deputado ainda lamentou a truculência da Polícia Militar, que, a mando da Mesa Diretora da Casa, retirou à força estudantes de um dos locais que os mesmos protestavam.

“É um absurdo mandar a Polícia Militar invadir a Casa e agredir estudantes. Foi um ato violento e canalha da Mesa Diretora da Casa, nunca visto na história do Parlamento Baiano”.

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