Brasil precisa fazer reforma na Previdência, diz Delfim Netto no Brasilianas

Antônio Delfim Netto: “Quando faço vinculação, estou reduzindo o poder do Congresso. Está fixado para sempre. A vinculação reduz a competência do Parlamento e do Executivo. A vinculação é ligar o piloto automático e esperar acabar a gasolina”.

Antônio Delfim Netto: “Quando faço vinculação, estou reduzindo o poder do Congresso. Está fixado para sempre. A vinculação reduz a competência do Parlamento e do Executivo. A vinculação é ligar o piloto automático e esperar acabar a gasolina”.

O Brasil precisa fazer reformas na Previdência Social e acabar com vinculações orçamentárias, na avaliação do economista e político Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda. Delfim Netto é o entrevistado de hoje (14/12/2015) do programa Brasilianas.org, na TV Brasil.

“A Previdência é insustentável. O problema da Previdência não é hoje, não é amanhã. Você sabe que daqui a dez anos quebra mesmo”, disse. Para o ex-ministro é preciso fixar uma idade mínima para aposentadoria entre 65 e 67 anos e igual para homens e mulheres.

Delfim Netto defendeu também maior flexibilidade para a administração pública na gestão do Orçamento. “Quando faço vinculação, estou reduzindo o poder do Congresso. Está fixado para sempre. A vinculação reduz a competência do Parlamento e do Executivo. A vinculação é ligar o piloto automático e esperar acabar a gasolina”, disse.

O ex-ministro defendeu programas sociais como o Bolsa Família e a aposentadoria rural. “Não é necessário eliminar a ideia de que a sociedade precisa ser generosa e inclusiva”, avaliou. Mas ele afirmou que é preciso “vigiar” os gastos de programas como o Bolsa Família, além de enfatizar que a ajuda aos beneficiários precisa ser passageira, até que possam retomar condições de cidadania.

Na entrevista, Delfim Netto também avalia que a sociedade perdeu a confiança no governo. “A desconfiança da sociedade sobre o governo é brutal. O drama nosso é que ninguém acredita mais no governo. As pessoas não estão convencidas e é uma pena porque isso significa que os custos do ajuste serão muito maiores”.

Para Delfim Netto, o ajuste fiscal proposto pelo governo não foi levado a sério. “Nunca se aprovou nada. Tudo demorou muito. A coisa hoje é grave. Não é o fato de que você tenha um alto deficit e que tenha tido um aumento da relação dívida/PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país]. O drama hoje é que as pessoas creem que você perdeu o controle sobre a dinâmica da relação dívida/PIB”.

O programa Brasilianas.org tem apresentação do jornalista Luís Nassif e vai ao ar às segunda-feiras, às 23h, na TV Brasil.

*Com informações da Agência Brasil.

 

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