Vereador diz que falta de segurança diurna em escolas municipais de Feira de Santana é retrocesso

Beldes Luis Pereira Ramos: "Fui informado de que está chegando ao fim o contrato com a empresa AVI, que faz a segurança patrimonial nas escolas municipais e, com isto, as instituições terão segurança apenas à noite, e não mais nos dois turnos. Soube mais que os vigilantes serão transformados em agentes de portaria, com salários bem menores".

Beldes Luis Pereira Ramos: “Fui informado de que está chegando ao fim o contrato com a empresa AVI, que faz a segurança patrimonial nas escolas municipais e, com isto, as instituições terão segurança apenas à noite, e não mais nos dois turnos. Soube mais que os vigilantes serão transformados em agentes de portaria, com salários bem menores”.

No uso da tribuna, na manhã desta terça-feira (17/11/2015), na Casa da Cidadania, o vereador Beldes Ramos (PT) solicitou do Poder Executivo explicações sobre a informação de que as escolas municipais não mais terão segurança patrimonial durante o dia, apenas à noite. O edil falou também sobre BRT e Zona Azul.

“Fui informado de que está chegando ao fim o contrato com a empresa AVI, que faz a segurança patrimonial nas escolas municipais e, com isto, as instituições terão segurança apenas à noite, e não mais nos dois turnos. Soube mais que os vigilantes serão transformados em agentes de portaria, com salários bem menores. Se isto for verdade, será um grande regresso, pois é preciso dar segurança ao patrimônio. Sem contar que os alunos e funcionários ficarão sem segurança e os equipamentos também. É bom lembrar que os maiores roubos e furtos ocorridos nas escolas acontecem durante o dia. E, caso isso ocorra, os prejuízos não terão como ser restituídos”, avaliou Beldes.

Em defesa ao Governo Municipal, o líder do Governo na Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSL), afirmou que também está preocupado com esta situação. “Assim como também estou preocupado com o que está acontecendo na Uefs. Tenho certeza de que o Governo Municipal está buscando os caminhos para solucionar este problema, outra licitação será feita e, se não for esta empresa, será outra. Em relação aos salários não haverá alteração, apenas não receberão gratificação. Lembro-me que o Estado tirou a insalubridade de alguns servidores e Vossa Excelência não questionou isso. Está usando dois pesos e duas medidas”, pontuou.

De volta com a palavra, Beldes ressaltou que o Município tem ciência do fim do contrato com a empresa que faz a seguranças das escolas e, por conta disso, já deveria ter aberto um novo processo licitatório. Sobre o não pagamento da insalubridade dos servidores estaduais, o petista argumentou que foi considerado ilegal pela Justiça, por isso a retirada. “Mas, neste caso será o Município que vai tirar essa gratificação. Deveria reduzir custo revendo, por exemplo, o contrato com a empresa de ônibus que faz o transporte escolar da zona rural, já que foi contemplado com mais de 20 carros para este propósito”, sugeriu.

Mobilidade Urbana

Mudando de assunto, o oposicionista criticou os projetos apresentados para a construção do BRT e a implantação da Zona Azul. Segundo Beldes, a avenida Getúlio Vargas será prejudicada com a redução do espaço destinado ao fluxo de veículos.

“De um lado terá uma faixa exclusiva para os ônibus, que será o BRT; do outro estacionamento da Zona Azul, vai ficar apenas uma via para os veículos. Esta falta de planejamento vai gerar confusão. No projeto do BRT não tem lugar destinado a estacionamento, já no da Zona Azul tem. Duvido que a Prefeitura abra mão de uma arrecadação tão grande como na avenida Getúlio Vargas”, disse.

Em aparte, o líder governista defendeu que a Zona Azul não alcançará a região apontada pelo colega. “Isto era no projeto antigo, onde se falava em Zona Azul, mas não se falava em BRT. E, na licitação da Zona Azul tem cláusulas que garantem à Prefeitura incluir ou excluir algumas vias”, justificou.

Em seguida, o líder da bancada de oposição, vereador Alberto Nery (PT), garantiu que no projeto da Zona Azul consta a cobrança na avenida Getúlio Vargas. “A empresa vencedora da licitação tem certeza que irá explorar a Getúlio Vargas e pagou um preço por isso. Se não irá cobrar, quem vai pagar este prejuízo?”, questionou.

Para finalizar, Beldes disse que Feira de Santana, como metrópole, ainda vive com improvisos e puxadinhos. “É preciso garantir mobilidade à cidade. Aqui o pedestre é o último a ser pensado. Não existem mais passeios em Feira, eles foram tomados por puxadinhos de bares e restaurantes”, queixou-se.

Outras publicações

Universidade para Todos amplia acesso de alunos da rede pública ao ensino superior O Programa Universidade para Todos vem proporcionando o acesso de estudantes da rede estadual ao ensino superior, criando condições igualitárias de di...
Novo piso dos professores foi uma das principais decisões da Comissão de Educação do Senado Novo piso dos professores foi uma das principais decisões da Comissão de Educação. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado da Repúb...
Conselho Municipal do Fundeb de Feira de Santana emite nota de repúdio contra a presidente da APLB Marlede Oliveira Marlede Oliveira é acusada pelos membros do Conselho Municipal do Fundeb de Feira de Santana de ser uma pessoa agressiva e desrespeitosa. Em nota de...

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br