Vereador Beldes Ramos diz que saúde do município de Feira de Santana está um desmando e inoperante

Vereador Beldes Ramos avalia que serviço de saúde do Município de Feira de Santana é marcada por desmando, resultado na inoperância.

Vereador Beldes Ramos avalia que serviço de saúde do Município de Feira de Santana é marcada por desmando, resultado na inoperância.

Durante discurso na Casa da Cidadania, o edil Beldes Ramos (PT) fez denúncias a respeito da situação da saúde no Município. O edil se pronunciou também sobre uma nota divulgada em um site de Feira de Santana sobre um vereador governista, intitulada: “Vereador Isaías de Diogo recebia vale transporte como agente de saúde”. O assunto repercutiu na sessão legislativa desta segunda-feira (26/10/2015).

“Quero lançar uma pergunta diante dessa situação, pois esta é apenas mais uma denúncia que se faz referente à Secretaria de Saúde. A secretária de saúde não está sabendo de nada disso? Não estaria em acordo a carga horária que tem aqui com a carga horária que assume na Secretaria. Será que há conivência com as pessoas que prestam serviço?”, indagou.

O edil citou ainda denúncias feitas referentes a postos de saúde. “Estava ali ouvindo atentamente o que foi pronunciado e trago também denúncias referentes à saúde, comunidade do Loteamento Amaralina, Parque Sevilha e Caraíbas. Uma das reclamações é falta de médico clínico, pois existe apenas uma médica, mas que atende um dia por semana”, criticou.

Segundo Beldes, as pessoas vão até aos postos de saúde e não têm um atendimento satisfatório. “Não tem material de curativo, não se marca consultas, exames. Os postos têm apenas as paredes, nem sequer água tem. No posto do bairro Parque Sevilha, que atende a comunidade do Loteamento Amaralina, é o mesmo que se aplica ao do Caraíbas. Quero transformar isso em relatório, que possa ter uma reunião, que possam vir dar explicações”, cobrou.

Para o vereador, trata-se de falta de gestão. “Está me parecendo que a secretária não está tendo domínio sobre o que está acontecendo dentro da pasta. No Samu três pessoas assinaram ponto e estavam na França, mesmo caso de Constantino Portugal, agora a denúncia contra o vereador Isaías, que recebia vales transportes, mas não trabalhava oito horas. Isso é um desmando”, afirmou.

Em aparte, o vereador Marcos Lima (PRP) defendeu o Governo do Município sobre a denúncia contra o vereador Isaías. “Este Governo trabalha com responsabilidade e jamais permitira que alguém trabalhasse de forma irregular. Havia um parecer da Procuradoria, que permitia o meio turno. Mas, em 2014, ele já havia inclusive entregue um documento pedindo liberação. O Governo se isenta de responsabilidade, pois a Procuradoria tinha parecer para tal”, avalia.

Também em aparte, o edil Alberto Nery (PT) se pronunciou sobre o assunto. “Peço que esta Casa verifique se foi feito um ofício dentro do que foi colocado”, solicitou o petista.

Retomando a palavra, Beldes continuou fazendo críticas. “O comando está um desmando, inoperante, servidores que assinam ponto e não comparem, são agraciados e tendo a conivência do poder público. As pessoas acordam cedo com medo de não serem atendidos e quando chegam 10 horas da manhã, as pessoas são informadas que o médico não vai mais atendê-las. Existe um descaso e um desrespeito para com esses moradores, a campanha do Outubro Rosa lá não aconteceu, nem no Caraíbas nem na comunidade do Loteamento Amaralina, e isso não aconteceu em muitos outros postos, no que tange ao Outubro Rosa, que diz respeito à prevenção do câncer de mama”, pontuou.

Edvaldo quer permanência do Posto de Saúde da Santa Mônica II

O vereador Edvaldo Lima (PP), em discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, nesta segunda-feira (26), disse que a secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, pretende transferir o Posto de Saúde da Santa Monica II para o bairro Sim, em um local próximo, segundo ele, à Comunidade de Atendimento Socioeducativo Juiz Melo Matos.

“Quer tirar o Posto de Saúde da Santa Mônica II e levá-lo para o Sim, onde toda aquela comunidade terá que atravessar aquela avenida Nóide Cerqueira, que ainda não tem uma passarela. Como é que esses pais e mães de família vão com as crianças e idosos atravessar três bairros, pode dizer assim, para ir ser consultado em um Posto de Saúde?”, questionou o oposicionista, afirmando que isso é um desrespeito à comunidade do Santa Mônica II.

Para Edvaldo, a secretária Denise Mascarenhas não pode fazer essa transferência. “Que ela não se atreva a fazer isso, até porque ela tem tantas coisas para cuidar, tantos outros trabalhos para fazer. Ela ainda não respondeu ao Ministério Público o que eu tenho colocado lá, ainda não respondeu tantas outras coisas e, agora, quer mexer no Posto de Saúde da Santa Monica II. Os moradores fizeram um abaixo assinado e, através desse documento, fiz um ofício e o encaminhei para que o Governo do Município tome conhecimento, a fim de que o Posto de Saúde continue no mesmo lugar”, ressaltou.

Em aparte, o líder governista explicou que a referida unidade de saúde funciona em um imóvel alugado e o proprietário não quer mais alugá-lo. Disse também que o Posto de Saúde, além de atender a comunidade da Santa Mônica II assiste a comunidade do Sim.

“Da mesma forma que a comunidade do Sim vem para a Santa Mônica II, acredito que a comunidade da Santa Mônica II vai para a comunidade do Sim. Mas, eu queria encerrar dizendo a Vossa Excelência que os moradores do bairro estão autorizados, como a Prefeitura também, através da Secretaria de Saúde, para irem em busca de um imóvel mais próximo dali, para consequentemente não permitir a transferência; só sai dali se, realmente, não achar um imóvel adequado para adaptar o Posto de Saúde da Santa Mônica II”, afirmou José Carneiro.

Novamente com o uso da palavra, o vereador Edvaldo Lima disse que a comunidade da Santa Mônica II já sugeriu à Secretaria Municipal de Saúde dois imóveis para que o Posto de Saúde permaneça naquele bairro.

Na oportunidade, o oposicionista reclamou que “no Posto de Saúde da Santa Mônica II, assim como nas demais unidades de saúde do Município,  os pacientes precisam dormir na fila para conseguirem fazer consultas”.

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