Um novo modelo de educação | Por Janguiê Diniz

Janguiê Diniz, mestre e Doutor em Direito.

Janguiê Diniz, mestre e Doutor em Direito.

Durante anos, a educação foi baseada apenas na transmissão de conteúdo do professor ao aluno. Restrita apenas ao conhecimento que o mestre detinha. Entretanto, a evolução de tecnologias, as necessidades humanistas e o incentivo para que mais estudantes buscassem conhecimento fizeram com que o modelo adotado para educação ficasse obsoleto.

O mundo mudou muito, mas a educação, as instituições e profissionais ainda não estão acompanhando tais mudanças. A sala de aula tradicional, apenas com quadro negro, professor e alunos tornou-se insuportável para os jovens, sedentos de conhecimentos. A sala de aula se ampliou e aquele modelo convencional, centralizado no professor e com pouca tecnologia já não surte mais efeito.

É preciso inovar, mesclar a sala de aula com outros espaços físicos, inclusive virtuais, tornando possível que qualquer local seja um lugar capaz de ensinar e de aprender, a qualquer momento e em qualquer situação. Esse é o diferencial de novos modelos de educação, que desenvolvem o ambiente pessoal de aprendizagem de alunos e professores, promovendo o enriquecimento mútuo.

O desafio educacional na era moderna se tornou outro: formar indivíduos que aceitem desafios e sejam, cada vez mais criativos. Sem dúvidas, esta não é uma tarefa fácil e pode ser pautada em quatro princípios fundamentais: é mais importante aprender do que ensinar; o conhecimento é inter e multidisciplinar; é preciso estimular uma comunidade acadêmica de diversas formas e o incentivo às publicações científicas tem o intuito de alavancar o conhecimento e não apenas ficar restrito ao currículo dos professores.

O ambiente físico das salas de aula e da escola como um todo também precisa ser redesenhado dentro desta nova concepção mais ativa. As salas de aula podem ser mais multifuncionais, que combinem facilmente atividades de grupo e individuais. Os ambientes precisam estar conectados.Capacitar coordenadores, professores e alunos para trabalhar mais com metodologias ativas, com currículos mais flexíveis, com inversão de processos também são ações que precisam ser adotadas.

Quando falamos e pensamos em educação, não podemos ser xiitas e defender um único modelo, proposta e caminho. O mundo muda. Trabalhar com modelos flexíveis que propõem a solução de problemas e desafios, com projetos reais, com jogos e com informação contextualizada, equilibrando o papel de professores e alunos, é o caminho mais coerente e que pode ser planejado e desenvolvido de várias formas e em contextos diferentes.

Instituições que conseguem unir essas caraterísticas, oferecendo opções de campus global, com currículos elaborados para ensinar competências em diversas áreas, fazem com que seus estudantes atinjam um nível de excelência, sendo capazes de superar os desafios e promover a integração social, o desenvolvimento regional e a excelência acadêmica.

*Por  Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

Outras publicações

As prioridades do Brasil | Por Janguiê Diniz Janguiê Diniz é mestre e doutor em Direito , além de presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional. Nosso país vive um momento de...
O futuro da educação no Brasil | Por Janguiê Diniz Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito. Chegamos ao final de 2015 rodeados e preocupados com uma forte crise econômica vivida pelo país. Um cená...
Os motivos da crise | Por Janguiê Diniz Janguiê Diniz é Mestre e Doutor em Direito. O Brasil entrou em recessão desde o segundo trimestre de 2014, segundo um relatório da Fundação Getulio ...

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br