Senadores baianos criticam atraso na liberação de recursos de convênio com Banco do Brasil

Senadores baianos criticam atraso na liberação de recursos.

Senadores baianos criticam atraso na liberação de recursos.

Os três senadores baianos Walter Pinheiro (PT), Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) se uniram em Plenário, na noite de ontem (24/11/2015), e não pouparam críticas à lentidão do Banco do Brasil para a liberação de parcela de operação de crédito realizada no ano de 2013. O coro contra o atraso e aos entraves criados pela instituição financeira foi puxado pelo senador Pinheiro. Ele cobrou providências do líder do governo, Delcidio Amaral, e lembrou  que o governo da Bahia fez a operação de crédito após tramitação aprovada pelo Senado Federal.

“O Governador Rui Costa tem buscado, insistentemente, assinar o contrato da segunda parcela. Não é a liberação de uma nova operação de crédito, não é a liberação de outro processo, é simplesmente o cumprimento de um contrato que foi assinado em 31 de dezembro de 2013, com a primeira parcela depositada nos cofres do Estado da Bahia. E aí, inusitadamente, o Governador Rui Costa é chamado para assinar um contrato. Ele assina o contrato. Depois, o banco devolve esse contrato da segunda parcela, dizendo que o Governador Rui Costa assinou no lado errado, como se rubrica tivesse lado. Depois, numa sequência, é dito ao Governador da Bahia que ela está no Cauc (Cadastro Único de Convenientes), que a Bahia tem pendências. Ora, a Bahia não tinha pendências até o contrato chegar nas mãos do Governador para assinar. A Bahia não tinha pendências no dia em que o contrato voltou para o Banco do Brasil, que, de uma hora para outra, disse: ‘agora a assinatura tem de sair daqui para lá’, talvez numa visão de mudar da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita, a depender do observador ou do perseguidor, melhor dizendo”, informou.

Pinheiro disse ainda que já pediu providência ao ministro da fazenda, Joaquim Levy.  “Na quinta-feira, inclusive, eu consegui falar com o Ministro Joaquim Levy, que estava nos Estados Unidos. Disse a ele: Ministro, não quero crer que haja nenhuma perseguição à Bahia nem nada deliberado”, informou.

O senador lembrou que o Senador Federal chancelou a operação e não há motivos para a não liberação dos recursos. “Essa  é uma matéria que interessa ao povo do nosso Estado. Alguém pode dizer até que o problema é nosso. Está certo que o problema é nosso, mas esse problema nosso foi resolvido aqui pelo Plenário deste Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou essa operação. Portanto, alguém para tomar a decisão de que não deve chegar adiante isso tem que fazer revogar a decisão desta Casa. Portanto, não é assim, não é arrumando instrumentos ou artifícios para tentar impedir essa operação. Eu disse ao Ministro Joaquim Levy: ‘eu não acredito’. Até porque aprendi com meu pai que, antes de apontar o dedo, é melhor a gente estender a mão, mas não estender a mão como pedinte. Aqui não tem pedintes. Não é estender a mão como quem estende um pires velho para tentar catar qualquer mil-réis de mel coado. Estender a mão no sentido de dizer: ‘nós estamos aqui, inclusive o tempo inteiro, buscando saídas, alternativas’. Agora, não dá é para ninguém também usar a mão e empurrar a gente”, disse.

Portanto, não só a Bahia merece respeito, como o seu povo, mas esta Casa, que foi a Casa que chancelou esse pedido. Então, nós não estamos fazendo aqui nenhum pedido nem favor ao Governo. Nós estamos pedindo que o Governo cumpra a sua obrigação, de repassar aquilo inclusive que não lhe compete do ponto de vista dos recursos, mas compete ao Governo zelar pelas contas, olhar se está tudo direito, cumprir as suas tarefas”, afirmou.

Investimentos – A primeira parcela da operação de crédito do Governo da Bahia junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 560 milhões, para investimentos em Segurança Pública, foi liberada no dia 30 de dezembro. Walter Pinheiro acompanhou os trâmites da transação que envolve recursos totais da ordem de R$ 1,12 bilhão. Segundo Pinheiro, os recursos vão ampliar os investimentos na área de Segurança Pública, através da SSP e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), além de atender o Centro Integrado de Gestão de Emergências e modernizar o departamento de polícia técnica com novas

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