Rede apresentará pedido de cassação contra Delcídio do Amaral

Delcídio do Amaral foi preso no âmbito do caso Lava Jato, por ordem do STF.

Delcídio do Amaral foi preso no âmbito do caso Lava Jato, por ordem do STF.

O pedido de cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) por quebra de decoro parlamentar será apresentado pela Rede ao Conselho de Ética do Senado na próxima terça-feira (01/12/2015). Segundo o líder do partido na Casa, senador Randolfe Rodrigues (AP), a Executiva Nacional da legenda autorizou hoje (26) que a peça fosse preparada para ser protocolada na semana que vem.

“É um tipo de situação que não cabe meio termo, não cabe mediação”, disse o senador, que considerou o momento “lamentável”. “Todos nós temos apreço pelo senador Delcídio, é lamentável”, disse.

Segundo o senador, outros partidos de oposição podem acompanhar a representação, conforme expressado por líderes. “Eu conversei com o senador Cássio [Cunha Lima] (PSDB) e com o DEM, eles têm interesse em também entrar com a representação. Vamos falar ainda com o PPS”, disse.

Mais cedo, o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima disse que o seu partido aguarda que a Mesa Diretora faça a provocação ao Conselho de Ética “de ofício”, no mesmo momento em que comunicar ao Supremo Tribunal Federal a decisão do plenário do Senado de manter Delcídio Amaral preso. Para Randolfe, “se a Mesa fizer, ótimo, senão a Rede fará na terça-feira”.

Delcídio do Amaral, então líder do governo, foi preso ontem pela manhã em Brasília pela Polícia Federal, acusado de tentar corromper o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para evitar que ele fizesse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O senador ofereceu R$ 50 mil mensais para a família de Cerveró e um plano de fuga para que ele deixasse o país pelo Paraguai em direção à Espanha.

O filho do ex-diretor da Petrobras, Bernardo Cerveró, gravou conversa em que Delcídio e o advogado Edson Ribeiro faziam a oferta. No diálogo, o senador garantia a Bernardo que conseguiria um habbeas corpus para o pai dele e citou o nome de ministros do Supremo que votariam a favor da liberação do ex-diretor. A segunda turma do Supremo Tribunal Federal votou por unanimidade pela prisão do senador em flagrante por tentar obstruir o processo de investigação.

Os ministros também determinaram a prisão do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreria, e do presidente do banco BTG Pactual, André Esteves. O banqueiro também tinha interesse que a delação premiada de Cerveró não fosse concretizada e seria o responsável por fazer os pagamentos mensais à família do ex-diretor.

*Com informações da Agência Brasil.

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