Papa Francisco diz que ataques terroristas em Paris não têm justificativa religiosa ou humana

Local onde aconteceu o atentado terrorista de sexta-feira em Paris.

Local onde aconteceu o atentado terrorista de sexta-feira em Paris.

Local onde aconteceu o atentado terrorista de sexta-feira em Paris.

Local onde aconteceu o atentado terrorista de sexta-feira em Paris.

O papa Francisco disse no sábado (14/11/2015) que os atentados terroristas de Paris “não têm justificação religiosa ou humana”. “Isto não é humano”, destacou o papa em declaração ao canal de televisão TV200, da Conferência Episcopal Italiana.

“Estou comovido. Não entendo essas coisas feitas por seres humanos. Por isso, estou comovido e rezo”, acrescentou Francisco por telefone.

“Sinto-me muito próximo do povo francês, tão amado. Estou próximo dos familiares das vítimas e rezo por todos eles.”

Questionado sobre se os ataques são uma amostra da “guerra mundial aos pedaços” a que ele tem se referido frequentemente, Francisco afirmou que “este é um pedaço”. Segundo ele, não há justificativa para essas coisas.

Em uma mensagem enviada antes ao arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, Francisco tinha condenado vigorosamente os atentados e disse que “a violência não pode resolver nada”.

Pelo menos 127 pessoas morreram e 180 ficaram feridas, 80 dos quais em estado crítico, nos diversos atentados de sexta-feira (13/11/2015) à noite em Paris, de acordo com fontes policiais francesas.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras após os ataques classificados pelo presidente François Hollande como “ataques terroristas sem precedentes.

Franceses e brasileiros se unem em vigília para homenagear vítimas de ataques

Centenas de pessoas participaram no domingo (15/11/2015) de vigílias, em homenagem aos mortos nos ataques de Paris, na última sexta-feira (13). Os atos, apoiados pela Embaixada da França, ocorreram em quatro cidades brasileiras: Rio, Brasília, São Paulo e Recife.

Na capital federal, o ato ocorreu em frente à Aliança Francesa, na Asa Sul. Os manifestantes fizeram um minuto de silêncio, cantaram o hino nacional La Marseillaise, e deram uma volta no quarteirão.

Segundo o ministro-conselheiro da embaixada, Gaël de Maisonneuve, o evento era um agradecimento ao povo brasileiro por ter prestado solidariedade aos franceses. “Também para estar com os amigos franceses e brasileiros para ter um momento de silêncio e pensar nas pessoas que faleceram. Vamos ficar unidos, mas mais vigilantes”, disse.

O casal francês Cédric Pol e Sandra de Sousa, que está há mais de um ano no Brasil, foi ao ato acompanhado dos três filhos. Sandra conta que acompanha pelas redes sociais as notícias de parentes e amigos de que todos estão bem. “Foi um grande choque. Os atentados ocorreram em lugares conhecidos. O Bataclan é um local de espetáculos muito famoso em Paris. Poderia ter acontecido a cada um nós. Temos que fazer o luto. Estar aqui nos aproxima dos amigos e parentes na França”, disse Sandra, que é adida civil na delegação da União Europeia.

A vigília carioca ocorreu no Largo do Machado, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Vários franceses compareceram com bandeiras, camisas e cartazes em apoio ao seu país. Por volta das 17h30, velas foram acesas em homenagem às vítimas dos ataques, enquanto o francês Pascal Maurice, que vive há 11 anos no Brasil, executava a canção La Vie em Rose, em seu realejo.

“A barbárie não pode parar o povo francês de tocar música, de tomar um drinque num terraço, de comer num restaurante, de ver um show de música e de ver um jogo de futebol”, disse Maurice.

O cônsul da França no Rio de Janeiro, Brice Roquefeuil, agradeceu aos cariocas que, segundo ele, mostraram muita solidariedade ao povo francês nos últimos dias. “Recebemos muitas mensagens dos brasileiros que condenaram esse atentado e mostraram adesão aos valores que a República Francesa representa. É importante se reunir hoje para prestar uma homenagem às vítimas e reafirmar, com força, a importância desses valores universais”, disse.

O professor universitário Jean-Pierre Ybert, que mora no Brasil há 13 anos e pretende voltar à França no ano que vem, destacou que é importante que os ataques não dividam a sociedade francesa.

“Talvez eles queiram não só colocar medo nos franceses, mas também provocar uma cisão nas comunidades religiosas da França. Esse pode ser um problema, porque a tendência é que as pessoas confundam esses criminosos com outros muçulmanos. Os muçulmanos da França, que são cidadãos como quaisquer outros, pagam porque as pessoas fazem essa associação [do Islã com o terrorismo]”, disse Ybert.

*Com informações da Agência Brasil.

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