Incêndios na Chapa Diamantina são alvo de investigação pelo MPF

Aeronave C-130 Hércules pousou em Lençóis com 20 toneladas de equipamentos. Procedimento instaurado em 16 de novembro de 2015 provocou ICMBio, Ibama e Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia buscando informações sobre providências adotadas para extinguir o fogo da Chapa Diamantina.

Aeronave C-130 Hércules pousou em Lençóis com 20 toneladas de equipamentos. Procedimento instaurado em 16 de novembro de 2015 provocou ICMBio, Ibama e Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia buscando informações sobre providências adotadas para extinguir o fogo da Chapa Diamantina.

Na última segunda-feira (16/11/2015), o Ministério Público Federal (MPF) em Irecê/BA instaurou procedimento preparatório para apurar as providências adotadas pelos órgãos competentes para combater os focos de incêndio que atingiram a região da Chapada Diamantina no decorrer da última semana. Foram oficiados a unidade do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) responsável pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, a Superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na Bahia e a Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia.

De acordo com o documento que instaura o procedimento preparatório – como é chamada a primeira etapa de uma investigação no MPF – o procurador da República Márcio Albuquerque de Castro concede o prazo de dois dias úteis, contados do recebimento dos ofícios, para que os órgãos prestem informações sobre as medidas adotadas para controlar a situação. Entre as informação solicitadas estão a quantidade, localização e extensão de todos os focos de incêndios, principalmente os que se situaram no interior e nas proximidades do Parque Nacional da Chapada Diamantina; as providências adotadas por cada órgão visando o combate ao incêndio e os recursos materiais e humanos utilizados.

O MPF buscou saber, ainda, na ocasião, se os recursos empregados seriam suficientes e adequados para o combate eficaz ao incêndio e, no caso de não serem, quais os motivos para a não disponibilização do aparato minimamente indispensável e quais recursos materiais e humanos adicionais bastariam, com a indicação de entidades que poderiam ceder, ainda que temporariamente, recursos adicionais para apoiar a extinção do fogo. Requereu, também, informação detalhadas sobre os danos causados, especialmente no interior e nas proximidades do parque, e se núcleos populacionais foram atingidos pelo incêndio.

Neste momento, o MPF aguarda o recebimento das informações para dar seguimento à investigação e adotar as medidas cabíveis.

Baixe

Despacho do MPF com a finalidade de proceder instauração da investigação do incêndio na Chapada Diamantina

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