Secretário de Comunicação de Feira de Santana estima que TV aberta do Poder Executivo terá custo de R$ 1 milhão e que investimento não afeta orçamento destinado à mídia local

Valdomiro Silva: "Não haveria nenhum impacto na mídia local do ponto de vista da retração econômica. O Canal da Cidadania não terá fins lucrativos e portanto não vai concorrer com outras emissoras.".

Valdomiro Silva: “Não haveria nenhum impacto na mídia local do ponto de vista da retração econômica. O Canal da Cidadania não terá fins lucrativos e portanto não vai concorrer com outras emissoras.”.

A Secretaria de Comunicação Social de Feira de Santana anunciou a implantação da TV Cidadania. Segundo a secretaria, a Prefeitura aguarda designação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para que o município possa implantar o Canal da Cidadania – emissora de televisão com transmissão aberta digital, concedida pela União, com a finalidade de propiciar à comunidade um veículo que possa divulgar não apenas os assuntos governamentais de interesse público, mas também a cultura, o esporte e tudo o que diz respeito a sociedade local.

Dois secretários estão envolvidos no desenvolvimento do TV aberta do Poder Executivo, o secretário de Comunicação Social, Valdomiro Silva e Sérgio Carneiro, secretário de Relações Interinstitucionais.

O secretário de Comunicação avalia que a conquista de um canal aberto de televisão amplia o espaço de comunicação entre a sociedade e o Poder Executivo. O secretário de Relações Interinstitucionais afirma que a TV aberta do executivo “é uma forma de comunicação institucional, mas não apenas isso. Terá espaço para divulgar e projetar a nossa arte e o que essa terra tem de melhor; há muita coisa boa que acontece aqui e que as vezes tem uma tímida divulgação e não chega ao conhecimento de muitos”.

Com a finalidade de abordar aspectos do processo de implantação da TV Cidadania, o Jornal Grande Bahia entrevista o secretário Valdomiro Silva.

Confira o teor da entrevista

Jornal Grande Bahia – O que lhe motivou a implantar uma Tv aberta pública em Feira de Santana?

Valdomiro Silva – O Ministério das Comunicações abriu prazo, em 2013, para que municípios brasileiros manifestassem interesse e apresentassem documentação para habilitar-se a concessão de um canal de televisão aberta. O projeto é denominado Canal da Cidadania. Entendi que seria algo muito interessante para Feira de Santana, não apenas para a comunicação governamental, mas para o município em seus mais diversos segmentos.

JGB – O assunto foi discutido com o prefeito? Qual foi a avaliação dele?

Valdomiro Silva – Ao tomar conhecimento do projeto, fizemos contatos com alguns secretários e percebi o entusiasmo de todos eles. O prefeito, ao ser consultado sobre o assunto, concordou com a importância de um canal de televisão para o município e orientou a Secretaria de Comunicação a adotar as medidas necessárias para habilitar o Feira de Santana. É o que temos feito desde então.

JGB – Qual a expectativa de operação da Tv?

Valdomiro Silva – A implantação de um canal de televisão é projeto de médio a longo prazo. Depois da fase de habilitação no âmbito do Ministério das Comunicações é preciso cumprir outras várias etapas. Precisaremos elaborar o projeto técnico, adquirir equipamentos, montar a estrutura física e de pessoal, ver a melhor forma de operacionalizar a emissora.

Ainda não é possível estimar quando a tevê deverá entrar em operação. Precisamos primeiro vencer essa fase de documentação. Recentemente o Ministério das Comunicações informou que aguarda apenas a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informar o canal disponível para Feira de Santana e instruirá sobre a elaboração do projeto técnico. A Secom está contando com o apoio do secretário de Relações Interinstitucionais do Município, Sérgio Carneiro, nos contatos com o governo federal. O apoio dele tem sido fundamental nesse processo.

JGB – Existe estimativa de custo anual da operação da Tv? Se existe, qual o orçamento?

Valdomiro Silva – Ainda não estamos nesse estágio de elaboração do custo anual de operacionalização. Inicialmente o que temos é uma previsão de despesa para implantação, com a aquisição de equipamentos, elaboração do projeto técnico e montagem. Algo em torno de R$ 1 milhão.

JGB – Com o ingresso da TV pública municipal pode existir retração no valor investido na mídia local? Se existir, quais meios serão afetados?

Valdomiro Silva – Não haveria nenhum impacto na mídia local do ponto de vista da retração econômica. O Canal da Cidadania não terá fins lucrativos e portanto não vai concorrer com outras emissoras. O volume de anúncios na mídia não sofrerá alterações. Importante frisar que o canal municipal poderá obter patrocínio cultural para a grade, o que será uma forma de buscar o custeio de suas despesas, reduzindo o investimento de recursos públicos em sua programação.

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