Em Feira de Santana, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

Fachada da Igreja d Nossa Senhora dos Remédios, em Feira de Santana.

Fachada da Igreja d Nossa Senhora dos Remédios, em Feira de Santana.

No dia 7 de novembro de 1859, pela manhã, o imperador d. Pedro II visitou a capela dos Remédios.

No dia 7 de novembro de 1859, pela manhã, o imperador d. Pedro II visitou a capela dos Remédios.

“29 de maio de 1940 – O poeta Godofredo Filho, ilustre feirense, ex-professor da Escola Normal e assistente técnico da 5ª Região do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está empenhado em obter apontamentos sobre a capela de N. S. dos Remédios, no sentido de a colocar sob a proteção do mesmo Serviço”. Está na coluna Vida Feirense do jornalista Arnold Silva, na edição da Folha do Norte de 29 de abril de 1950, acrescentando:

– Neste ponto, como em tantos e importantes outros, falham lamentavelmente os dados de que se dispõe, bastando lembrar, a respeito, que ninguém sabe como, quando e onde  morreu Maria Quitéria de Jesus.

Não se conhece a data de fundação do pequenino templo, com a sua torre que é, na opinião de Godofredo ‘tudo que a Feira possui de interessante em arquitetura’, tendo sido ‘salva de maior profanação’ nas sucessivas remodelações porque passou a capela.

Diz-se que da comissão que a construiu fez parte o velho boticário Gouveia;  que a louça da torre foi uma oferta do capitalista Joaquim Pedreira de Cerqueira; e que um dos sinos viera do engenho ‘IIicuritiba’, doado pelo agricultor português cel. Felipe Benício Teles Barreto. Nada, porém de certo e comprovado.

No dia 7 de novembro de 1859, pela manhã, o imperador d. Pedro II visitou a capela dos Remédios. Em  1864 era seu administrador Joaquim Pereira da Silva.

Este foi, segundo  alguns antigos moradores da cidade,  o fundador e construtor da capela, antes, muito antes de 1846,quando para esta vila se transferiu a sede da freguesia, que era, até então, o arraial de São José das Itapororocas.

Outras opiniões dão, porém, à capela dos Remédios origem mais remota. O certo é que já em 1835 era ali que se reunia o ‘tribunal de julgação’.

Caboclo alto, forte, já entrado em anos quando o conheceram  velhos habitantes da cidade, Joaquim Pereira da Silva, se  não foi o fundador e construtor, foi remodelador zeloso e devotado da capelinha.

Negociante estabelecido em casa de molhados à Rua Direita do Comércio,  tinha o apelido de Joaquim Grande e do próprio estabelecimento, que era próximo, estava constantemente a observar as obras que do seu próprio bolso fazia executar na capela.

Da torre se encarregou a princípio o pedreiro Pacheco e depois, vindo de Cachoeira, Francisco, vulgo Chico. Ficou, depois, cognominado  Chico da Torre.

Estes informes devemo-los, principalmente, ao falecido Possidonio José da Silva (Possidonio Cabano)

Em 1895 estava quase arruinado o templosinho dos Remédios.  Foi restaurado e reentregue ao culto em 1900, quando se realizou, ali, uma das mais  pomposas festas religiosas que a cidade tem assistido até hoje.

Em 1917 demoliu-se a fachada principal, erguendo-se nova frente, que obedeceu a planta traçada pelo Sr. Miguel Araujo.

Volvidos três lustros, necessidade houve de uma remodelação  completa na capelinha. Dela se desobrigou uma comissão em que foram figuras principais  os srs. Heráclito Dias de Carvalho e Antonio Ferreira da Silva. Reabriu-se, então, em outubro de 1936.

*Por Adilson Simas | Com informações da PMFS.

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.