Deputado José de Arimateia discute o combate à dengue durante Audiência Pública na Alba

José de Arimateia: “Diante deste panorama preocupante, é necessário discutir ainda mais sobre esta epidemia, que assola não só a Bahia, mas o Brasil inteiro. Continuo colocando o meu mandato à disposição da causa do combate à dengue”.

José de Arimateia: “Diante deste panorama preocupante, é necessário discutir ainda mais sobre esta epidemia, que assola não só a Bahia, mas o Brasil inteiro. Continuo colocando o meu mandato à disposição da causa do combate à dengue”.

Profissionais de saúde, membros do Poder Público baiano e sociedade civil interessados no combate à Dengue lotaram a Sala Eliel Martins, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na manhã desta terça-feira (17/11/2015). O vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa, deputado estadual José de Arimateia (PRB), conduziu a Audiência Pública intitulada Impacto Social e Epidemiológico da Dengue na Bahia, ampliando ainda mais o espaço de discussão em torno dos panoramas municipal, estadual e nacional da doença e trazendo dados atualizados sobre a criação e aprovação da vacina contra a enfermidade.

Segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), até o mês de julho de 2015, foram notificados 45.538 casos suspeitos de dengue, 8.906 de chikungunya e 32.873 de zika na Bahia. O aumento nos casos da dengue cresceu 162,72 % em relação ao ano de 2014. Do total de municípios baianos, 87,5% notificaram a ocorrência da doença, contabilizando oito óbitos no total. “Diante deste panorama preocupante, é necessário discutir ainda mais sobre esta epidemia, que assola não só a Bahia, mas o Brasil inteiro. Continuo colocando o meu mandato à disposição da causa do combate à dengue”, afirmou Arimateia.

De acordo com o Subsecretário de Saúde do Estado da Bahia, Dr. Roberto Badaró, os números justificam a importância de discutir o impacto social e a epidemia mundial de dengue. Segundo o infectologista, o Brasil gasta meio bilhão de reais por ano com a doença e, este ano, deve ultrapassar 1,2 bilhões para conter mais de 1,5 milhão de casos, o dobro do que foi relatado em 2014. “São lamentáveis ainda as perspectivas de controle completo da doença, que ainda são incertas. O trabalho da Secretaria Estadual de Saúde triplicou, as ações foram intensificadas e, ainda assim, são insuficientes para que possamos fazer uma contenção desta epidemia”, lastimou Badaró.

Para apresentar uma perspectiva das arboviroses (dengue, zika e chikungunya) em Salvador, a médica veterinária da Secretaria Municipal de Saúde, Dra. Isabel Guimarães, utilizou indicadores do controle das doenças. De acordo com ela, a principal solução é o combate ao vetor (mosquito do gênero Aedes), apesar de assumir ser um grande desafio fazer este tipo de controle numa cidade como Salvador. “Em 2015, estivemos todo o ano muito mais próximos de atingir o número máximo em termos de incidência de casos de dengue”, relatou, salientando que, até o momento, foram registrados quatro óbitos na cidade, além de existirem notificações da presença de dengue, zika e chikungunya em cem por cento dos distritos sanitários de Salvador.

Uma esperança para reforçar o controle da dengue no Brasil é a criação da vacina contra a doença. Segundo a Diretora de Planejamento da Dengue do Laboratório Sanofi Pasteur, Dra. Amanda Pinho, após 20 anos de trabalho com institutos internacionais, a empresa conseguiu concluir com êxito o programa de desenvolvimento clínico para a criação da vacina contra a dengue, a primeira com eficácia e segurança comprovadas no país. No último mês de outubro, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia, deu parecer favorável à vacina, atestando a biossegurança do produto. O processo de aprovação realizado pela CTNBio é padrão e faz parte da regulamentação para vacinas recombinantes para humanos, ocorrendo paralelamente ao de licenciamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda está em processo de avaliação.

A vacina

Desenvolvida em parceria com a Fiocruz, a imunização, que é quadrivalente, contém o vírus atenuado e é composta pelos quatro tipos de vírus da dengue, recombinados com o vírus vacinal da febre amarela, tradicionalmente utilizado em vacinação. Foram comprovadas, através de testes, reduções de 65,6% dos casos sintomáticos, 93,2% dos casos graves e 80,8% de hospitalizações. A previsão para a disponibilização da vacina junto ao SUS é a partir de janeiro de 2016.

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) esteve presente no evento e sugeriu que a Comissão de Saúde forme uma comissão mista para visitar os estados de maior incidência da dengue, como Goiás, Ceará e Mato Grosso, onde foram realizados testes de imunização, junto a senadores e à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) no intuito de verificar o andamento da liberação da vacina. A deputada estadual Maria Del Carmen (PT), também presente, aprovou a ideia e se colocou à disposição para reforçar a mobilização.

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