Violência urbana

Posto policial FOTO: Apeixoto

Posto policial
FOTO: Apeixoto

“A pobreza não é a causa da violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais atraentes para a criminalidade e a ilegalidade.”Luís Antônio Francisco de Souza – Sociólogo.

Infelizmente a violência assola o país de norte a sul. Da forma como as coisas se encaminham, o cidadão em sua casa, mesmo envolvido em cercas elétricas, sofisticados sistemas de segurança eletrônica com alarmes, câmeras instaladas em pontos estratégicos, grades de ferro nas janelas e portas, não se sente totalmente seguro.

Vivemos dias difíceis. A violência em toda sua integralidade envolve toda a população, sem exceção. Todos estão na mira de um possível assalto, no mínimo para tomar o celular ou o relógio.

Pode-se classificar como fatores para o desencadeamento de tal situação, o crescimento urbano desordenado nas grandes cidades, sem infraestrutura urbana, onde falta emprego, moradia, saúde, qualificação e, principalmente, educação. Estes fatores estimulam uma série de problemas sociais graves. Mesmo assim, não se pode classificar a criminalidade como uma prerrogativa particular dos grandes centros urbanos, mesmo sabendo que neles o crescimento é mais amplo do que em cidades menores.

Desta forma pode-se afirmar que não é a pobreza o grande causador da violência. Sendo assim, regiões extremamente pobres, como o Nordeste não apresentaria índices de violências muito menores – fato comprovado – do que os verificados em grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, entre outras. Desta forma o Brasil estaria totalmente desestabilizado se, de repente, toda população de baixa renda ou os classificados abaixo da linha da pobreza resolvessem cometer delitos.

Também não se pode esquecer a desestruturação da família como um dos grandes motivadores do crescimento da violência. Por outro lado, vemos a imagem do poder público fraco – ou desinteressado – facilitando a instalação do crime, ocasionando a morte de milhares de jovens, retratando a ineficiência do Estado, que não disponibiliza um serviço de segurança pública efetivo. Felizmente em Feira de Santana, o trabalho da P. M. – Policia Militar – não é dos piores.

“Se as pessoas agirem apenas em função do medo, se retraírem simplesmente, elas não vão conseguir enfrentar a violência. Só vão replicar e aumentar o processo. Vão reproduzi-lo” Adalberto Botarelli – Psicólogo Social.

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br