Trabalhadores em limpeza urbana protestam contra agressões promovidas pela Guarda Civil Municipal de Salvador e paralisam Estação de Transbordo

Agressões promovidas pela Guarda Civil Municipal de Salvador.

Agressões promovidas pela Guarda Civil Municipal de Salvador.

As direções do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Comercial, Industrial, Hospitalar, Asseio, Prestação de Serviços em Geral, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA) denunciam que a Guarda Municipal de Salvador, na madrugada de hoje, quinta-feira (29/10/2015), às 4h, na Avenida Manoel Dias da Silva, Pituba, agrediu quatro trabalhadores em limpeza urbana da empresa Revita. “Um absurdo o que ocorreu e não é a primeira vez que atuam de forma truculenta com trabalhadores em limpeza. A categoria está mobilizada e a Estação de Transbordo em Canabrava, administrada pela concessionária Bahia Transferência e Tratamento de Resíduos (Battre). São quatro pais de famílias, trabalhadores, tratados de forma que nem mesmo a marginalidade deve ser tratada. Não aceitaremos agressões e torturas psicológicas e físicas”, afirma Ana Angélica Rabello, coordenadora do Sindilimp-BA.

O vereador Luiz Carlos Suíca (PT), membro da direção do Sindilimp-BA, busca abrir canais de negociações com a Prefeitura de Salvador, em especial com a Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev). “Estivemos, nosso mandato e a categoria representada pelo Sindilimp-BA e pela CUT-BA, em todas as manifestações dos guardas municipais quando lutavam por melhores salários e condições dignas de trabalho. Não foi para isso que a Guarda Municipal de Salvador foi criada. Exigimos uma ação imediata da Prefeitura de Salvador”, disse.

A direção da CUT-BA, representada por Edson Conceição Araújo, informa que a categoria fará uma grande manifestação na sexta-feira, 30, às 8h, na sede da Guarda Municipal, Avenida San Martin, 734, Fazenda Grande do Retiro, se nenhuma providência for tomada para punir a agressão sofrida por trabalhadores. “Ora, a Guarda Municipal deve realizar abordagens nas áreas de prevenção à violência, preservação do patrimônio público municipal de Salvador e valorização do cidadão. Agredir trabalhadores uniformizados e exercendo sua profissão e seu papel social não é algo previsto nas funções da Guarda. A isso chamamos de covardia que merece nosso repúdio e de todos os trabalhadores”.

“A Guarda Municipal deveria simbolizar a segurança pública em Salvador. Sua função seria de extrema importância se ficasse em seu papel de zelar pelo bem dos cidadãos e a segurança patrimonial, ao executar policiamento administrativo ostensivo. Deveriam tratar com civilidade, boas relações e cortesia, respeitando acima de tudo o cidadão. Reafirmamos que todas as medidas serão tomadas pelas direções sindicais e pelo nosso mandato para que tudo seja apurado e para que os agressores não fiquem impunes”, finaliza Luiz Carlos Suíca.

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