PGR afirma que Eduardo Cunha recebeu propina até setembro de 2014

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014, segundo PGR.

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014, segundo PGR.

Relação de veículos de propriedade do deputado Eduardo Cunha.

Relação de veículos de propriedade do deputado Eduardo Cunha.

Documentos comprovam que o deputado Eduardo Cunha propriedade de milionária conta bancária no exterior.

Documentos comprovam que o deputado Eduardo Cunha propriedade de milionária conta bancária no exterior.

Formulário aponta que o deputado Eduardo Cunha mantinha uma conta bancária nos Estados Unidos desde 1991 no banco Merryll Lynch (atual Julius Baer).

Formulário aponta que o deputado Eduardo Cunha mantinha uma conta bancária nos Estados Unidos desde 1991 no banco Merryll Lynch (atual Julius Baer).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014.

Os fatos constam do pedido de aditamento por meio do qual a PGR pediu, em agosto, a abertura de ação penal contra Cunha pelo suposto recebimento de U$S 5 milhões em contrato de navios-sonda para a Petrobras.

No pedido, a procuradoria relata novos fatos que revelam os últimos recebimentos de Cunha, que teriam ocorrido no ano passado. Os novos documentos mostram que um dos delatores das investigações, o ex-consultor da Toyo-Setal Júlio Camargo, pagou, no ano passado, R$ 300 mil em créditos de voos de taxi aéreos, além de R$ 200 mil em dinheiro para Cunha.

De acordo com a investigação, os valores faziam parte do montante de US$ 5 milhões, acertado, em 2010, entre Cunha, Camargo e o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

Para justificar as acusações contra Cunha, Júlio Camargo apresentou notas fiscais da Global Taxi Aéreo comprovando o nome do presidente como passageiro, entre 29 de agosto e 11 de setembro de 2014.  A empresa recebeu autorização do delator para realizar os voos para Eduardo Cunha.

“A parte restante do valor que lhe tocava, Júlio Camargo comprometeu-se a pagar a Eduardo Cunha com horas de voo, por meio do afretamento de taxi aéreo para este ou para pessoas indicadas por ele. Assim , Júlio Camargo autorizou que a empresa Global Taxi Aéreo faturasse quaisquer voos solicitados por Eduardo Cunha no valor de até R$ 300 mil”, informou a PGR.

Segundo as investigações, os voos utilizados  por Cunha custaram R$ 122,2 mil. A procuradoria afirmou que o valor restante não foi utilizado por Cunha por causa do avanço das investigações da Lava Jato e das notícias de envolvimento de Camargo nas investigações.

Procurado pela imprensa, o advogado de Cunha, o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, não atendeu as ligações. Desde o início das investigações, Cunha reafirma que não recebeu propina e que não tem contas no exterior.

As acusações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha são investigadas em outro inquérito no Supremo.

Eduardo Cunha tem Porsche em nome de Jesus.com

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é dono de uma frota de 8 veículos de luxo, que estão em nome de uma de suas empresas, a Jesus.com. Entre os carros em nome desta empresa, todos modelo 2013, estão um Porsche Cayenne (R$ 429.478 mil) um Ford Edge V6 (R$ 120.165 mil) e um Ford Fusion NA WD GTDI (R$ 92.693).

Conta no EUA

O banco suíço Julius Baer (antigo Merrill Lynch Bank), mostram os documentos, o presidente da Câmara solicitou que as correspondências relacionadas à conta da offshore Orion não fossem enviadas ao Brasil, e sim aos Estados Unidos, em um endereço de Nova York. Ele justificou o pedido alegando que “mora em um país onde os serviços postais não são seguros”.  No formulário chamado de Know your Customer (Conheça seu Cliente), o documento esclarece que o beneficiário efetivo – a pessoa responsável pelo controle da conta – era Eduardo Cunha.

Baixe

Denúncia do MPF contra Eduardo Consentino Cunha

*Com informações da Agência Brasil.

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