Feira de Santana: vereador critica falta de assistência do Governo Estadual à população de rua

Vereador José Carneiro critica falta de assistência do Governo Estadual à população de rua.

Vereador José Carneiro critica falta de assistência do Governo Estadual à população de rua.

O vereador José Carneiro (PSL), em discurso proferido na Casa Legislativa de Feira de Santana, nesta terça-feira (29/09/2015), disse que, por ser um importante entroncamento rodoviário e uma cidade em constante desenvolvimento, Feira de Santana atrai pessoas de vários cantos do país.

Partindo desse pressuposto, o edil observa que há uma demanda crescente da população de rua no município e, apesar do esforço do governo José Ronaldo, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, o poder público municipal não consegue sozinho amparar esta parcela da sociedade.

José Carneiro lembrou que até 2013, além da ação do Município, havia um programa do Governo do Estado que oferecia abrigamento à população de rua. “Dois problemas ocorreram, a partir de então: cresceu o número de pessoas que chegaram a nossa cidade precisando do amparo do poder público e reduziu-se a capacidade de atendimento, com o afastamento do Governo do Estado. através da suspensão do Bahia Acolhe”, avalia.

Ele informou que com isso o Governo Municipal aumentou a sua ação. “Hoje são duas Casas de Passagem destinadas à população de rua: uma situada no Jardim Acácia e outra nas proximidades do shopping center. Isso, além do Centro Pop, hoje na praça do Vaqueiro, vizinho ao Centro de Abastecimento, cuja sede própria está sendo construída ao lado do Restaurante Popular, pela Prefeitura”, destacou.

O líder governista acrescentou: “mas, além disso, enfrentamos outro problema. A população de rua, por sua própria característica, é um segmento excluído e altamente vulnerável, onde estão muitos usuários e usuárias de drogas, com todas as consequências que isso traz”, observa.

José Carneiro alertou que a população de rua, pelo seu nível de degradação social, na busca de seus direitos garantidos em lei, em sua maioria não compreende que há deveres que todos precisam cumprir.

Ele informou que teve a oportunidade de visitar o Centro Pop Rua, onde presenciou essa situação de perto. “Muitas daquelas pessoas não aceitam as normas constituídas. Já me comuniquei com o secretário Hildes Ferreira, sociólogo que conhece bem o problema, mas a situação extrapola, inclusive a sua vontade e o seu esforço”, afirmou.

O vereador disse que muitos desses beneficiários dos serviços do Centro Pop Rua se acham no direito, inclusive, de ameaçar os técnicos e servidores que trabalham naquele equipamento, para ter seus interesses atendidos, como se não tivessem obrigações a cumprir.

“Essa postura de apenas exigir direitos sem obedecer aos deveres, precisamos corrigir. É um segmento extremamente complexo e vulnerável, com muitos cidadãos de bem, mas há também marginais pelo meio que precisam ser tratados como tais. Há o Movimento de Morador de Rua, que tem um braço em Feira de Santana e tem sua orientação partidária, que apoia os moradores de rua e não separa o joio do trigo, os cidadãos de bem e aqueles que precisam da ação policial”, declarou.

O edil salientou que é preciso registrar que, apesar da crise econômica e os atrasos nos repasses dos recursos, o prefeito José Ronaldo tem assegurado, com recursos próprios, a continuidade de todas as ações da assistência social, inclusive do Centro Pop.

Na oportunidade, José Carneiro parabenizou o prefeito José Ronaldo, o secretário Ildes Ferreira e o chefe da Divisão Especial da Assistência Social, Roque Morais.

“Mas precisamos solicitar revisão na atuação do Centro Pop Rua, para que continue prestando seus serviços aos cidadãos de bem, portadores de direito, mas que imponha regras de respeitabilidade e bom comportamento, coibindo as ações ameaçadoras e constrangedoras contra nossos técnicos e servidores. Negando, inclusive, o atendimento a esses senhores que tumultuam o processo de trabalho”, disse, afirmando que pessoas em situação de rua, como qualquer outro cidadão, têm direitos, mas têm também deveres e obrigações a cumprir.

O líder governista pediu que fosse transcrito nos anais da Casa da Cidadania e encaminhado ao secretário Hildes Ferreira, além do Ministério Público,  as recomendações do Legislativo feirense para a adoção de normas de convivência e de controle, “pois sabemos que a situação ali é calamitosa”, afirmou José Carneiro, informando que presenciou in loco ameaças a funcionários e técnicos do referido órgão por parte de pessoas em situação de rua.

Ele finalizou o discurso externando o seu repúdio ao Governo do Estado, que, “sem mais nem menos, acabou com o programa Bahia Acolhe. Agora, os municípios deste estado têm que arcar com a irresponsabilidade dos governantes do estado da Bahia”, protestou.

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