Combate as ligações clandestinas de água na Bahia é intensificada

Reunião com integrantes da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).

Reunião com integrantes da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).

Em quatro meses, 4.704 casos de ligações clandestinas e fraudes no consumo de água foram identificados Embasa, em Salvador, Camaçari, Dias D’Ávila, Feira de Santana, Conceição do Coité e Serrinha – mais de 39 casos de fraudes ligadas ao fornecimento de água nessas cidades. Com intuito de por fim a esse cenário, a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), estuda a implantação da tecnologia B2B Zettabyte, instalação de fibras óticas em redes de esgoto, sem a necessidade de escavação de ruas e avenidas, uma medida pioneira no país, através de termo de cooperação entre a SIHS e a Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti).

De acordo com o secretário Cássio Peixoto, além da não necessidade de escavação, tida como um problema, chamou sua atenção a proposta de possibilidade de ampliação da rede a partir do projeto original sem alterar a infraestrutura existente e, consequentemente, sem agredir ao meio ambiente, aliado ainda a rapidez e baixo custo.

“Porém, o ponto mais importante é o mapeamento das ligações, que resultará na redução das irregularidades e, por tabela, apoiará o monitoramento das perdas físicas, ação mais do que importante para blindar a crise hídrica que assola o país”, destacou.

Peixoto explicou ainda que a SIHS já teria feito, inclusive, um mapeamento das localidades a serem beneficiadas inicialmente: Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Barreiras e Vitória da Conquista por se tratar de grandes pólos.

Existe ainda, frisa o gestor, a tecnologia,classificada como ClabeRunner, desenvolvida para dutos de 150mm a 600mm e o seu funcionamento se dá através de um robô configurado de acordo com o diâmetro do tubo, uma espécie de robótica remota, acoplada a uma micro câmera e o resultado é ainda a limpeza com jato de alta pressão, 30% mais rápida que a convencional.

“Que seria para as galerias não visitáveis e nos proporcionaria reduzir significativamente asa ações fraudulentas envolvendo a utilização da água canalizada e tratada, que foram responsáveis pelo desvio indevido de mais de 2,1 bilhões de litros de água por mês em Salvador e região metropolitana somente em 2014.”, destacou, reforçando que os casos de fraudes resultam em prejuízo de R$ 121,7 milhões, decorrente do volume de água não faturado e a estimativa é que a perda seja ainda maior, já que nem toda a ligação fraudulenta é descoberta, mesmo com uma rotina de fiscalizações periódicas. E, sem dúvida, essa tecnologia nos permitirá mudar essa triste realidade”. Uma avaliação criteriosa está sendo feita pelos técnicos da secretaria e da Embasa.

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