Com previsão de investimento de R$ 55 milhões, prefeito de Feira de Santana assina contrato para construção de Centro Comercial Popular

Prefeito José Ronaldo assina ordem de serviço para a construção do Shopping Popular.

Prefeito José Ronaldo assina ordem de serviço para a construção do Shopping Popular.

Principal investimento  de um conjunto de obras e intervenções que o governo municipal vem realizando desde o lançamento do Pacto da Feira, em fevereiro de 2013,  projeto voltado a promover e requalificar o Centro Comercial de Feira de Santana, o Shopping Popular teve a sua ordem de serviço assinada no Paço  Municipal Maria Quitéria, na manhã desta quarta-feira (14/10/2015), pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.

O centro de comércio popular tem previsão de investimento de R$ 55 milhões, e foi projetado para acolherá cerca de 2 mil comerciantes ambulantes que atualmente se encontram pulverizados com suas barracas pelas ruas centrais do comércio local, será construído e administrado por um pool de quatro empresas que participaram de licitação pública e que se uniram num consórcio presidido pelo empresário Elias Tergilene, responsável pela implantação de vários empreendimentos similares, no sudeste do país.

Um dos diferenciais do projeto é que o terreno onde será edificado o empreendimento permanece como a propriedade do Município de Feira de Santana. Após 30 anos de exploração pelo empreendedores, o equipamento é incorporado como patrimônio municipal. Segundo o prefeito José Ronaldo, a cada 10 anos o Centro Comercial Popular deve passar por significativa reforma, com a finalidade de manter o equipamento em plena condição de uso.

Concepção do projeto

Desenvolvido pela Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, o projeto se constitui numa soma de esforços que abrangeu as demais secretarias de governo,  culminando com uma série de assembleias e reuniões envolvendo todas as classes produtoras, incluindo sindicatos de vendedores ambulantes e do comércio, a Associação Comercial e Câmara dos Dirigentes Lojistas,  cujos representantes referendaram o ato de assinatura do contrato.

O secretário do Trabalho, Antônio Carlos Borges Júnior, reconhece que “sem estas instituições não conseguiríamos desenvolver este processo, pois tudo foi viabilizado para atendermos a este ordenamento, e tudo foi possível graças ao diálogo que mantivemos também com toda a sociedade”.

Em sua fala, Borges Júnior ponderou que todo o conceito e o know-how que envolvem o equipamento comercial são trazidos pelo empresário Elias Tegilene, cujo sucesso neste modelo de investimento lhe deram o título de “o rei dos shoppings populares”. Agora, disse, “inicia-se a execução do projeto, mas o acompanhamento é de toda a sociedade, porque este é um projeto da cidade”.

De seu lado, Marcelo Alexandrino, presidente da Associação Comercial, sublinhou a importância que a implantação do Shopping Popular trará à reorganização do centro da cidade, ao adequar os vendedores ambulantes ao projeto de requalificação do comércio feirense.

— Este é um belíssimo projeto em que todos vão ganhar, tanto os ambulantes quanto a população, que terá um local com mais conforto para fazer suas compras. Sobretudo ganhará o comércio da cidade, que terá as suas áreas organizadas  —, disse Alexandrino.

o presidente da Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes, Robson Leite, invocando a proteção divina, disse que “ este é um momento muito especial para a nossa classe, e temos certeza que teremos um futuro brilhante nesta grande obra do comércio de Feira”. Embalado neste mesmo sentimento, Ivo Brito, presidente do Sindicato dos Camelôs, afirmou estar alegre em poder mobilizar a categoria “ na realização de um projeto deste porte”.

Embora tendo acabado de celebrar um contrato de R$ 1,5 bilhão para a construção de um shopping popular na “Feira da Madrugada”, em São Paulo, Elias Tegilene considerou a concepção do projeto local como sendo “uma experiência única, porque nunca vi uma cidade conseguir mobilizar todas as classes e entidades comerciais em torno de um projeto como esse, um exemplo que tenho levado a todas as cidades que visito pelo país”.

A vitória do diálogo 

Visivelmente emocionado, o prefeito José Ronaldo fez uma retrospectiva de todo o processo que envolveu a formatação do equipamento orçado em R$ 55 milhões, e das pressões que sofreu dos vários segmentos relacionados ao projeto.

— A pressão era muito grande, mas as pessoas tinham o direito de falar o que quisessem. Dentro deste processo ouvimos atentamente e debatemos com todos os ambulantes. Mas, nada melhor para vencermos as dificuldades do que o diálogo. O nosso maior trabalho foi respeitar os camelôs e responde-los com educação. São milhares de pessoas que vão tirar a sua sobrevivência deste projeto, que tem de ser bem  tratado  por todos, não apenas pelo poder público  — disse, Ronaldo.

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