Bancários encerram greve na Bahia; no BNB, greve persiste

Reunião dos bancários baianos definiu pelo fim da greve.

Reunião dos bancários baianos definiu pelo fim da greve.

Em uma assembleia concorrida, realizada na noite desta segunda-feira (26/10/2015), com o Ginásio de Esportes completamente lotado, os bancários da rede privada, Banco do Brasil e Caixa decidiram suspender a greve na Bahia e voltam ao trabalho nesta terça-feira (27/10). No BNB, a paralisação continua.

A votação foi difícil, afinal, a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de reajuste salarial de 10%, aumento real de 0,12%, não é boa. No Banco do Brasil, as discussões foram acirradas, com encaminhamentos contra e a favor. No final, depois de uma contagem voto por voto, 215 funcionários optaram pelo fim do movimento. Outros 203 queriam manter.

Na Caixa, não foi diferente. A votação foi até mais apertada, 141 contra 137. Os números mostram que o descontentamento é grande.

Os bancos públicos foram os que mais dificultaram as negociações, sobretudo, com relação a compensação de horas. Também não avançaram em questões básicas, como contratação. Mas, diante do quadro nacional, onde a maioria dos estados optou pelo fim da paralisação, a categoria, que na Bahia fez uma forte greve, com mais de 1 mil agências fechadas em 21 dias, seguiu o mesmo caminho.

Segmentada

Como ocorre todos os anos, a assembleia foi realizada por segmentos. A mesa detalhou a proposta para cada banco e depois colocou em votação.

Antes, o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, reforçou que a CTB foi contra as propostas apresentadas nas mesas realizadas no fim de semana. Mas, a maioria do Comando Nacional optou por indicar a aceitação das propostas.

Destacou ainda o longo caminho feito pelo Sindicato para chegar à campanha salarial. Foram mais de 1 mil encontros. Centenas de cidades percorridas. Conversas com bancários. A Conferência Interestadual, a maior dos últimos anos, o Encontro dos Bancos Públicos até chegar à Conferência Nacional e ao lançamento da campanha, com a intensificação das visitas às agências.

Bancários encerram greve em São Paulo e em mais seis capitais e no Distrito Federal

Bancários de várias capitais do país decidiram na segunda-feira(26/10/2015) encerrar uma greve que já durava 21 dias. Em assembleias realizadas nesta segunda-feira, a categoria decidiu aceitar a proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) de reajuste de 10% nos salários [com aumento real de 0,11%] e de 14% nos vales-refeição e alimentação (3,75% de ganho real).

Em São Paulo,  os bancários da capital, Osasco e 15 municípios da região voltam ao trabalho amanhã (27). A assembleia foi realizada na tarde de hoje (26) e os trabalhadores decidiram aceitar a proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban).

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, com esse índice “em 12 anos vamos acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos”. Para ela, esta paralisação “foi uma das mais fortes dos últimos anos e a conquista foi consequência da nossa luta e mobilização”.

Além do aumento salarial, os bancários conseguiram também abonar 53 horas dos dias parados para quem tem jornada de seis horas e 81 horas para quem trabalha oito horas.

A greve também foi encerrada em 78 cidades de vários estados, entre elas,  Rio de Janeiro, Porto Alegre, Campo Grande, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis; e no Distrito Federal.

Outros sindicatos devem decidir ainda hoje (26) ou amanhã (27) se permanecem ou não em greve. A oferta patronal foi apresentada na sexta-feira (23), em rodada de negociações em São Paulo. No caso da correção dos vencimentos, houve uma pequena elevação sobre a última proposta, definida em 8,75%, mas que foi rejeitada pelos trabalhadores.

 Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os banqueiros aceitaram abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas.

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