Transporte e Trânsito é debatido na Câmara Municipal de Feira de Santana

Vereador Pablo Roberto cobra esclarecimento da secretaria de Transporte e Trânsito de Feira de Santana.

Vereador Pablo Roberto cobra esclarecimento da secretaria de Transporte e Trânsito de Feira de Santana.

No uso da tribuna, nesta quarta-feira (14/09/2015), na Casa da Cidadania, o vereador Pablo Roberto (PMDB) chamou a atenção dos colegas para fatos desagradáveis que estão acontecendo na Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito de Feira de Santana – SMTT. O peemedebista sugeriu aos seus pares uma audiência  com o secretário da pasta e, caso não aja esclarecimento por parte de Ebenezer Tuy, que os fatos sejam levados ao conhecimento do prefeito José Ronaldo de Carvalho.

“Quero aqui chamar a atenção de todos para uma reflexão sobre algumas coisas que estão acontecendo na Secretaria de Trânsito. Devemos marcar uma conversa com o secretário Tuy e com o superintendente Francisco Júnior, caso eles não consigam fazer os esclarecimentos, que levemos nossas dúvidas ao prefeito. Uma coisa é a pessoa infringir a lei e a Secretaria ter a obrigação de fiscalizar, outra coisa é a pessoa ser humilhada”, pontuou.

O parlamentar relatou que não recebe o tratamento adequado na supracitada Secretaria. “Eu me sinto angustiado quando vou àquela Secretaria. Quando chegamos lá, nós  cumprimentamos os funcionários e quase sempre não somos retribuídos. Certa feita, eu  cheguei lá às 8h30 e só sai às 11h30. Se esse tratamento é dado a uma autoridade do Município,  imagine à população? Queremos um tratamento melhor, mesmo as pessoas que infringem a lei devem ser respeitadas”, avaliou  Pablo.

Para reforçar o discurso, o edil relatou que uma pessoa teve sua motocicleta cinquentinha apreendida e não teve a oportunidade de apresentar documentos pessoais e da moto, bem como não recebeu nenhuma notificação. “Enquanto o senhor comprava o pão, os policiais militares colocaram a moto no guincho, não pediram a identificação e não deixaram nenhuma notificação. Esta pessoa ficou quase uma semana indo todos os dias para o Dentran tentando resolver o problema. Sem contar que o custo é alto: R$ 250,00 pelo guincho e em média  R$ 50,00 por dia pelo pátio”, informou o peemedebista.

O vereador também reclamou da demora na liberação de veículos apreendidos. Segundo Pablo, mesmo com a apresentação de documentos, o veículo apreendido, na sexta-feira pela manhã, por exemplo,  só é liberado na segunda-feira.

“A obrigação é aplicar a sanção, notificar e liberar o veículo, mas eles não estão liberando no mesmo dia, só no dia seguinte. Só posso entender que há interesses por traz disso. O valor que se paga é alto e, se calculado quantos carros eles apreendem, as viagens que dão e os dias que ficam no pátio veremos que é um valor maior ainda. Precisamos saber do secretário onde está escrito na lei que o carro apreendido em uma sexta só pode ser liberado na segunda”, disse Pablo.

Em aparte, o vice-líder do Governo, vereador Marcos Lima (PRP), afirmou que a SMTT está deixando muito a desejar e que o superintendente da pasta, Francisco Júnior, não atende bem as pessoas, sendo arrogante. “Essa opinião é unânime entre os vereadores. Levaram o carro de um rapaz, a carteira e ainda disseram: ‘não converse não, senão te levamos para o presídio’. Não é esse o tratamento que deve ser dado às pessoas”, disse.

Também em aparte, o vereador Roque Pereira (PTN) garantiu que os edis não estão satisfeitos com a  referida Secretaria. “Não estamos defendendo os ligeirinhos, mas se as pessoas fazem esse trabalho é porque têm necessidade. Mas, tem um indivíduo naquela pasta que só trabalha com a pistola em cima da mesa, isso não pode acontecer”, observa

Na sequência, o líder do Governo na Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSL), disse não ter dúvidas de que os problemas existem e que também não concorda com a liberação dos veículos não acontecerem no mesmo dia da apreensão. “Se o veículo está legal, não vejo razão para ficar no pátio até o dia seguinte”, pontuou.

De volta com a palavra, Pablo afirmou que se faz necessário o agendamento com urgência. “Não temos como citar problemas em uma Secretaria sem falar do secretário. Ele nos atende bem, mas precisa tomar mais pulso e organizar melhor algumas situações”, findou.

Lulinha trata sobre emendas federais e transporte público

No horário  do grande expediente, na sessão ordinária desta segunda-feira (14),  na Casa da Cidadania, o vereador Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (PEN) tratou sobre recursos de emendas federais que não estão chegando a Feira de Santana e sobre o transporte público da cidade.

“Este final de semana dei carona a moradores da comunidade de São Domingos, no distrito de Maria Quitéria, e ouvi muitos elogios ao transporte público. As pessoas disseram que estão observando melhoria no tratamento dos motoristas para com os passageiros e que os ônibus estão passando no horário certo e ainda fizeram uma crítica: ‘será que era preciso parar o transporte para melhorar?’. A gente fica feliz em ouvir que a comunidade está satisfeita e vai ficar ainda mais daqui a seis meses com a chegada do BRT. Estão tentando travar o BRT, mas não vão conseguir, porque essa obra está dentro da legalidade”, disse Lulinha.

Em aparte, o vereador Edvaldo Lima (PP) discordou da informação de que houve melhoria no transporte e informou que, na manhã de hoje,  esteve no transbordo central tentado resolver um problema. De volta com a palavra, Lulinha garantiu que o serviço de transporte melhorou e que a intenção de Edvaldo é de provocar desgaste ao Governo Municipal, visto que as eleições estão se aproximando. “Vossa Excelência irá apoiar outro grupo políticos nas eleições”, afirmou.

Também em aparte, o líder do PT na Casa, vereador Alberto Nery afirmou  que nada mudou no transporte coletivo urbano. “Os funcionários continuam os mesmos. Se estão atendendo bem agora é porque já faziam isso antes”, ressaltou.

Com a palavra, o edil Lulinha reiterou  que o tratamento dado pelos funcionários não era bom. “Vossa Excelência sabe muito bem que tinha funcionário que queimava balões, motoristas que não paravam nos pontos e se recusavam a transportar idosos. Certamente,  estes tinham a proteção da antiga empresa e agora não têm. Sempre tinham alguns que não trabalhavam com seriedade”, avaliou.

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